Em busca do combustível ideal para as ruas e para as pistas

Estamos trabalhando, em conjunto com a nossa parceira tecnológica McLaren, para desenvolver e aprimorar nossos produtos. Para o consumidor final, trata-se de um benefício tangível — afinal, o regulamento da categoria requer que a gasolina dos carros de F1 seja bastante similar àquela que é comercializada para os carros de passeio.

Nossa série de conteúdos chega ao final apresentando mais uma tecnologia que se tornou útil em nosso dia a dia graças aos testes de materiais nas condições extremas das pistas de corrida. Na principal categoria do automobilismo, a energia que acelera os carros a mais de 300 km/h provém de uma gasolina de alta eficiência energética, adaptada às características tanto dos motores quanto dos circuitos. De acordo com Vinícius Massa, responsável pela pesquisa e desenvolvimento de combustíveis em nosso Centro de Pesquisas, a formulação do melhor combustível depende justamente disso: da compreensão dos requisitos da unidade de potência. E isso é algo que as equipes de Fórmula 1 fazem muito bem.


Uma competição entre estratégias

Atualmente, o reabastecimento não é permitido no regulamento da F1. Fãs mais experientes devem se lembrar de como as equipes tratavam com sigilo absoluto as táticas de boxes de seus pilotos, por vezes diferenciando entre eles a quantidade de combustível nos tanques antes da largada. Um caso célebre é o de um piloto que conquistou, em 1996, sua única vitória — em 159 GPs disputados — como resultado de uma ousada estratégia. Sabendo que o circuito de Mônaco possui uma extensão menor que a média, o competidor largou com o tanque completamente cheio e foi o único do grid a não precisar reabastecer. Assim, foi necessário apenas um pit stop rápido para troca de pneus.


Nova estratégia

A temporada 2010 trouxe consigo o fim do reabastecimento e, consequentemente, uma mudança de paradigma. Desde então, os pilotos têm iniciado as corridas com a plena capacidade de seus tanques de 250 L e focado suas estratégias nas trocas de pneus. Com isso, ganha importância o desenvolvimento de combustíveis cada vez mais eficientes do ponto de vista energético, capazes de proporcionar às unidades de potência dos carros uma performance superior.

Inovação tecnológica nas ruas

Por ser uma categoria tão competitiva, em que a soma de detalhes pode significar a conquista de um título, a Fórmula 1 motiva todas as partes envolvidas a buscar a excelência a todo momento. Sendo assim, aditivos como os detergentes, dispersantes e redutores de atrito citados acima fazem diferença na performance e no consumo, contribuindo para que as peças do sistema de alimentação de combustível possam estar sempre limpas e que o motor possa funcionar sem falhas.


Chega ao fim nossa série de conteúdos sobre as inovações tecnológicas que saíram da Fórmula 1 para o nosso cotidiano. Nesta jornada pelo conhecimento, vimos, por exemplo, como os sulcos contribuíram para tornar os pneus mais seguros; como o paddle shift tornou os carros mais acessíveis para pessoas com necessidades especiais; e como sistemas de recuperação de energia cinética têm aumentado a autonomia dos carros de passeio. Siga nossos perfis nas redes sociais para descobrir ainda mais sobre esse universo.