O avanço tecnológico na condução dos carros

O primeiro carro da história tinha apenas uma roda na frente. O Benz Patent-Motorwagen, apresentado em 1886 pelo alemão Karl Benz, era uma mistura de triciclo com carroça. Movido a motor de combustão, atingia 16 km/h. Era o máximo que ele chegava. Hoje parece risível, mas foi um verdadeiro sucesso na época.

Naquele mesmo ano, os também alemães Gottlieb Daimler e Wilhelm Maybach criaram o primeiro carro com quatro rodas. Era uma carroça adaptada com um motor.

Foi graças a esses veículos rudimentares que a indústria automobilística conseguiu evoluir para os sistemas de direção mecânico, hidráulico, elétrico e, finalmente, para os futuristas carros autônomos, que não precisam de motorista.

O sistema Ackermann

No início, as carroças eram guiadas por uma haste, como as usadas em barcos para alterar a direção do leme. Ela permitia ao condutor girar o eixo da frente, movimentando as rodas no mesmo ângulo. Esse sistema exigia muita força, além de desgastar as rodas nas curvas.

Em 1816, a invenção do alemão Georg Lankensperger, baseada em fundamentos da geometria, aprimorou a maneira de “pilotar” as carroças. O sistema em formato de trapézio que ele desenvolveu (conhecido pelo nome de Ackermann, que foi quem registrou, a pedido dele, a criação) consistia no uso de uma barra presa em dois pivôs que permitia que as rodas da frente de uma carroça girassem em ângulos diferentes. Assim, quando o carro andava em círculo, as duas rodas desenhavam no chão circunferências com o mesmo centro. No infográfico abaixo, mostramos com funciona o sistema.

Criado o mecanismo para girar as rodas, faltava o volante. Em 1894, Alfred Vacheron foi o primeiro motorista a usá-lo. O fato ocorreu durante uma corrida internacional de automóveis entre Paris e Rouen, no noroeste da França.

Mas como o movimento do volante é transmitido para as rodas? Quando o giramos, torcemos um cilindro onde uma peça chamada de árvore transmite o movimento para a caixa da direção. Dentro dessa caixa, uma engrenagem (pinhão) ativa outra peça (cremalheira), que transfere o movimento, agora de maneira retilínea, para as barras e articulações. Isso faz com que as rodas dianteiras virem na direção que desejamos.

Confira no infográfico abaixo a evolução da direção automotiva:


Nos próximos artigos, contaremos um pouco mais sobre outra inovação tecnológica. Confira, em nossas redes sociais, o prosseguimento desta jornada.