O que são os sistemas de recuperação energética e qual a utilidade deles dentro e fora das pistas?

Nossa parceira tecnológica, a McLaren, foi a primeira escuderia do grid da F1 a fazer uso de um Sistema de Recuperação Energética. Estamos juntos com a equipe britânica nessa missão de desenvolver produtos e soluções que maximizem a eficiência tanto dos carros de corrida quanto dos de passeio.

Neste artigo — terceiro da série que apresenta inovações que surgiram nas pistas e ganharam importância em nosso dia a dia -, vamos descobrir algumas das funções desse dispositivo utilizado, pela primeira vez, na temporada 2009. Como veremos, ele teve destaque em várias ocasiões muito aguardadas pelos amantes de velocidade: as ultrapassagens.

Ganho de potência na hora certa

Um caso emblemático envolvendo a McLaren aconteceu em 2009, no circuito do Bahrein. O modelo era o MP4–24 e nem todos os carros do grid estavam adaptados com um dispositivo de recuperação energética. Não era o caso da nossa parceira, que viu um de seus pilotos chegar na quarta posição com ajuda desse sistema — especialmente na largada. A potência extra foi providencial para que ele pudesse passar dois adversários com mais facilidade.

Explicando o sistema

A energia cinética é aquela presente nos corpos em movimento. Em linhas gerais, o sistema de recuperação reaproveita a energia que seria dissipada no momento da desaceleração do carro ao frear, armazenando-a para ser utilizada em uma nova aceleração. Ao acionar o sistema, o carro recebe um impulso de potência por alguns segundos.

Funciona assim: a cada frenagem, uma bateria vai sendo carregada por meio da fricção do disco de freio. Uma vez que a carga é completada, cabe ao piloto escolher a hora certa e apertar um botão no volante para descarregá-la de uma só vez, como se fosse um “turbo”.

Por que é útil em nosso cotidiano?

A tecnologia presente nesse dispositivo vem sendo aperfeiçoada continuamente e, na Fórmula 1, resultou em sistemas como o MGU-K e o MGU-H. No nosso dia a dia, a pesquisa e o desenvolvimento na principal categoria do automobilismo têm resultado em carros de passeio mais eficientes.

Com a recuperação da energia cinética, os automóveis que utilizamos podem ter maior autonomia, o que resulta em viagens mais sustentáveis. No caso dos híbridos, é possível ainda manter a bateria carregada — funcionalidade importante em face dos atuais desafios e tendências relacionados à mobilidade urbana.

Ainda há muito a descobrir nesta jornada

As contribuições da Fórmula 1 para a sociedade não param por aqui. Acesse nosso site para saber mais a respeito da nossa parceria tecnológica com a McLaren.