Perguntas que sempre tivemos curiosidade de fazer sobre a Fórmula 1

Conversamos com engenheiros da McLaren, nossa parceira tecnológica para o desenvolvimento e aprimoramento de produtos, para tirar algumas dúvidas frequentes entre os fãs de Fórmula 1. Quantos litros de combustível são utilizados ao longo de uma temporada? Como é feita a análise dos dados fornecidos pelos carros? Junte-se a esta jornada pelo conhecimento e descubra:

Em uma corrida, quantos engenheiros ficam presentes na garagem?

McLaren: quatro, além de centenas de outros no McLaren Technology Centre (MTC) em Woking, no Reino Unido. Cada piloto possui à disposição um engenheiro da McLaren dedicado para a manutenção dos sistemas e um da fabricante de motores alocado para situações que envolvam as unidades de potência. Além disso, nosso time no Reino Unido é capaz de avaliar os dados fornecidos pelos carros e fazer recomendações em tempo real.

Falando em dados, como funciona a coleta de informações dos carros durante um fim de semana de competição?

McLaren: os carros são dotados de 140 sensores que transmitem informações por meio de 900 canais, criando dezenas de milhares de parâmetros que os engenheiros e mecânicos podem analisar e utilizar para dar feedback para os pilotos.

Esses pontos de informação são essenciais e cobrem todos os aspectos dos carros — desde a aerodinâmica até a caixa de câmbio, passando pelo motor e pela suspensão. Até mesmo a posição dos pedais é medida e analisada. Nossos times na pista e no MTC utilizam esses dados para identificar pontos de melhoria, tanto na configuração do carro quanto na maneira com que ele é conduzido. Isso é crucial para que possamos compreender quais partes do carro precisarão de desenvolvimento durante a temporada.

Qual a quantidade de combustível usada pela McLaren durante a temporada de Fórmula 1?

McLaren: cerca de 14.000 litros, incluindo testes e corridas.

Os pilotos normalmente se envolvem diretamente no design dos volantes de seus carros, uma vez que essas peças devem estar ajustadas ao estilo de cada um. Como foi esse processo para Fernando Alonso e Stoffel Vandoorne?

McLaren: os volantes devem ter um design ergonômico, tanto para permitir manobras suaves e a troca de marchas, quanto para facilitar o uso dos diferentes botões que controlam o modo de funcionamento do motor, a performance dos freios e a configuração do diferencial — entre outros aspectos.

Os protótipos costumam ser preparados muito antes do início dos testes nas pistas, de modo que os pilotos tenham tempo hábil para nos dar feedback e a equipe possa realizar os ajustes necessários. Atualmente, o design dessa peça é praticamente idêntico para Fernando e Stoffel, com poucas diferenças no que diz respeito à disposição dos botões. Cada piloto tem suas preferências pessoais, o que demanda algumas adaptações —um deles pode achar mais confortável operar o rádio com a mão esquerda ao invés da direita, por exemplo.

Qual a diferença na configuração do carro entre uma etapa e outra da temporada?

McLaren: vamos considerar as provas realizadas no México e no Brasil, separadas por um intervalo de duas semanas. Ambos os circuitos possuem uma mescla de curvas de baixa e média-alta velocidade e, por isso, a configuração aerodinâmica dos carros busca maximizar o nível de aderência na pista. No entanto, a carga aerodinâmica real é menor no México, uma vez que a maior altitude do autódromo resulta em menor densidade do ar. Consequentemente, nessa etapa o carro é ajustado para ficar mais baixo do que o normal, retornando em São Paulo para a altura padrão.

Essa característica da etapa mexicana nos traz alguns desafios no que diz respeito ao resfriamento do carro. Por isso, utilizamos um pacote especial de ajustes para manter a unidade de potência, os freios e os componentes eletrônicos na temperatura adequada.


A Fórmula 1 também gera impactos positivos fora das pistas, os quais foram tema de duas outras perguntas:

Quais as inovações tecnológicas desenvolvidas pela McLaren que contribuíram de alguma forma para a sociedade?

Em tudo que nos propomos a fazer, seja nas pistas de corrida, no segmento de carros de luxo ou em nossa divisão especializada de tecnologia, nos comprometemos com uma jornada de melhoria contínua que busca entregar vantagens competitivas e trazer benefícios para a vida das pessoas.

A McLaren Tecnologias Aplicadas se encontra na interseção entre tecnologia, dados e engenhosidade humana para oferecer uma vantagem de desempenho quantificável a quatro setores-chaves que estão passando por mudanças disruptivas: Automotivo, Esporte a Motor, Saúde e Mobilidade Urbana.

Sendo assim, temos utilizado nossa expertise para colaborar para o aumento da eficiência de cadeias de suprimentos, aeroportos e sistemas de transporte público. Além disso, trabalhamos junto ao setor de saúde para criar soluções terapêuticas digitais que otimizam e personalizam os tratamentos com o intuito de melhorar os resultados clínicos. Essas inovações são motivadas pela busca destemida por vantagens — o alicerce de tudo o que fazemos na McLaren.

Além do Insight Day, iniciativa na qual meninas estudantes são recepcionadas no MTC, que outros tipos de ação a McLaren tem posto em prática para incentivar o ensino do STEM para as novas gerações?

Nós acreditamos em oportunidades de carreira capazes de mudar a vida das pessoas, seja qual for a formação delas. Para nós, ambientes diversos levam ao aumento da performance. Nossa relação com o STEM fala por si só, com programas focados no aumento do engajamento com assuntos relacionados a ciência, tecnologia, engenharia e matemática desde os primeiros anos de vida. Desde o nosso trabalho com a Fórmula 1 nas Escolas — iniciativa criada pela categoria para dar aos estudantes uma amostra do universo das pistas — , até experiências profissionais para graduados, nós temos buscado inspirar a próxima geração de cientistas e engenheiros.


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