Podcast: quais os primeiros passos para se tornar um cientista?

Seguir a carreira científica é um sonho para muitas crianças — porém, por diversos motivos, nem sempre essa chama se mantém acesa ao longo dos anos. Fomentar a paixão pelo tema durante a juventude é muito importante para que, no futuro, mais profissionais sejam formados para atuar nos campos da ciência, da tecnologia, da engenharia e da matemática.

Por conta da carência de profissionais, há uma grande preocupação em capacitar pessoas para as carreiras STEM, aquelas que abrangem essas quatro áreas do conhecimento. Cada vez mais, metodologias educacionais baseadas nesse universo vêm sendo trabalhadas, em diversos países, com o intuito de manter jovens inspirados para trilhar essa jornada.

Conheça, agora, no quarto podcast da série Jornada Pelo Conhecimento, a história de duas pessoas apaixonadas por ciências:

Afinal, o que faz alguém se tornar cientista?

Durante a conversa, o mediador Salvador Nogueira aborda essa questão com a matemática Diana Nobrega e Dellyo Alvares, engenheiro químico em nosso Centro de Pesquisas, que dão dicas úteis para quem pretende seguir a carreira de pesquisador.

Diana é pesquisadora da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e foi uma das sete vencedoras do prêmio Para Mulheres na Ciência, promovido pela iniciativa privada em parceria com a UNESCO e a Academia Brasileira de Ciências. Apaixonada pela profissão, ela conta um pouco da sua experiência com a Matemática, que começou quando era criança.

“Na época, minha bisavó morava perto e, quando eu chegava do colégio, dava aula de matemática para ela. Então, vi que gostava disso, que gostava de transmitir o conhecimento. Aquele pouquinho que aprendia a cada dia, chegava em casa no meu quadro improvisado e mostrava para ela.”

Dellyo, que é formado em Engenharia Química e doutor em Ciência e Tecnologia de Polímeros pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), reconhece que a sua vocação não era clara desde o início. Com suas paixões divididas entre os estudos, a música e o futebol, ele destaca sobre como foi esse processo de escolha, vivido na época do vestibular:

“Certamente, muita gente tem essa dificuldade [de qual caminho seguir]. Uma coisa é um processo interno, que você busca dentro de si o que mais te motiva. Para você desenvolver uma profissão, seja cientista ou não, você tem que ter uma motivação interna. É isso que vai definir o seu futuro.”

Ao trilhar esse caminho, percebeu que sua maior realização era seguir a carreira de cientista, mas ainda sem largar seus outros hobbies. E você, como anda planejando o seu futuro?


Já ouviu os outros episódios da série de podcasts Jornada Pelo Conhecimento? Conheça mais sobre o STEM nessas conversas sobre evolução da ciência, educação e inspiração.