Presente e futuro da McLaren

De um lado, o espanhol Fernando Alonso, bicampeão de Fórmula 1. Do outro, Sérgio Sette Câmara, revelação do automobilismo mundial e novo integrante do Young Driver Programme da nossa parceira McLaren — programa de desenvolvimento de jovens pilotos que rendeu um campeão para a escuderia em 2009.

O jornalista especializado em Fórmula 1 Felipe Noronha, do site Grande Prêmio, teve a oportunidade de bater um papo com eles sobre assuntos como carreira, perspectivas para a próxima temporada e tecnologias que surgiram nas pistas e foram introduzidas em nosso cotidiano.

Alonso, que conquistou seus dois títulos em Interlagos — e, por pouco, não conseguiu outros dois — ressalta o quanto esta prova é um evento especial para ele e para a McLaren.

No que diz respeito às inovações tecnológicas promovidas pela categoria, o piloto relembra que:

Nós transferimos muita tecnologia da Fórmula 1 para os carros de rua. Eu me lembro, por exemplo, de ter testado diversos experimentos envolvendo sensores de pressão dos pneus. Hoje, muitos carros de rua já vem equipados com esse tipo de sensor. Outras inovações são os freios ABS e as mudanças de marchas no próprio volante.

Alonso completa com sua visão acerca da importância dos combustíveis e dos lubrificantes para o desempenho dos carros:

Para mim, os combustíveis e lubrificantes usados atualmente na Fórmula 1 são cruciais na performance. Não há sessões de testes durante o ano, então as pequenas melhorias que fazemos corrida a corrida acabam vindo do combustível — e, por isso, nós confiamos completamente na nossa parceira para ter em mãos o melhor produto possível.

Sette Câmara traz um aspecto da Fórmula 1 de hoje que mostra evolução em relação às temporadas passadas: os pilotos fazem muitos testes em simuladores antes de irem para as pistas. Supercomputadores dotados de um sistema hidráulico que replica as condições encontradas nas provas, esses simuladores permitem uma preparação ao mesmo tempo teórica e prática.

Perguntado sobre a próxima temporada, Sérgio conta suas expectativas:

Eu espero encontrar uma equipe muito maior, com mais pessoas trabalhando e uma estrutura mais complexa — algo com o que não estou completamente acostumado, já que na Fórmula 2 havia apenas 12 pessoas. Acredito que irei aprender muito e desejo ajudar a equipe de alguma forma.

Para Alonso, a contribuição dos pilotos para a equipe não termina com um desempenho exemplar nas pistas. Eles devem ser capazes de dar feedbacks construtivos para os engenheiros, apontando o que está bom e o que ainda pode melhorar; e, além disso, é esperado deles profissionalismo, disciplina e a construção de uma parceria com todos os envolvidos.