Sirius: uma das fontes de luz mais avançadas do mundo será desenvolvida no Brasil

Visão aérea do Sirius. Créditos: Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS).

Talvez você já tenha lido a respeito dos aceleradores de partículas, grandes feitos da engenharia e da ciência que têm colaborado para aprofundar nosso conhecimento sobre partículas elementares como bósons, quarks e léptons. Não faz muito tempo, afinal, que um desses aceleradores — o LHC, localizado entre a França e a Suíça — ganhou notoriedade pelas pesquisas com a partícula conhecida como Bóson de Higgs.

O síncrotron é um acelerador de grande porte capaz de impulsionar elétrons até uma velocidade próxima à da luz e criar um feixe de partículas energizadas. Em linhas gerais, esse feixe é conduzido em órbitas circulares e tem sua trajetória modificada pela ação sincronizada de eletroímãs, processo que resulta na liberação de uma luz de espectro amplo e altíssima intensidade que nos permite estudar a composição de materiais de naturezas diversas.

Visão aérea de uma linha de luz síncrotron. Créditos: Laboratório Nacional de Luz Síncrotron.

No campo da energia, por exemplo, o uso da luz síncrotron permite o desenvolvimento de novas tecnologias de exploração de petróleo e gás natural, bem como a pesquisa de novos materiais mais leves e eficientes. Trata-se de uma inovação capaz de contribuir positivamente para a sociedade em diversas áreas, da agricultura à medicina.


Brasil na vanguarda da pesquisa

A cidade de Campinas (SP) abriga o Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), o primeiro do Hemisfério Sul a reunir as competências técnicas necessárias para trabalhar com essa tecnologia. Neste momento, o LNLS está construindo o Sirius, fonte de luz síncrotron de quarta geração planejada para ser uma das mais avançadas do mundo. Sirius será a maior e mais complexa infraestrutura científica já construída no Brasil, planejada para colocar o país na liderança mundial nessa área do conhecimento e abrir perspectivas de pesquisa em áreas como ciência dos materiais, nanotecnologia, biotecnologia, ciências ambientais e muitas outras. Veja, aqui, outros exemplos de aplicação.

UVX, a atual fonte de luz síncrotron. Créditos: Laboratório Nacional de Luz Síncrotron.

O LNLS mantém suas instalações abertas para receber pesquisadores acadêmicos e industriais de diversos países. Além disso, possui uma equipe própria de profissionais qualificados e capazes de fornecer conhecimento técnico para estudiosos de todas as áreas no uso de fontes de luz síncrotron, capitaneada pelo diretor Antônio José Roque e pelo diretor científico Harry Westfahl Júnior.

Nós apoiamos o LNLS através de projetos de infraestrutura e já realizamos diversos projetos de pesquisa utilizando o laboratório. Trata-se de uma instituição que nos inspira, cada vez mais, a buscar no conhecimento a energia para realizar nosso potencial.