Wag Loop: saiba como essa tecnologia inédita pode resultar em economia na produção no pré-sal

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May 17 · 3 min read

anifold, árvore de natal molhada, risers — como apresentado em um artigo publicado anteriormente, esses nomes se referem a equipamentos que compõem nossas “cidades submarinas”. Agora, graças a uma inovação tecnológica com pedido de patente por nós depositado, esse sistema pode começar a operar com grande redução de custos de investimento, aproximadamente US$ 280 milhões somente no projeto de Mero 1 do pré-sal, que tem início de produção previsto para 2021. Outros projetos futuros já estão contando com essa solução, como Sépia, Búzios 5, Mero 2 e Sergipe Águas Profundas.

Em síntese, a tecnologia Wag Loop consiste na utilização de dois poços injetores interligados por um duto flowline que conecta os anulares destes poços, suprimindo o uso de um manifold ou dutos de injeção de água dedicados. A injeção de água e de gás nos poços injetores tem como propósito aumentar ou melhorar a recuperação de petróleo e gás natural de um reservatório, principalmente em cenários de campos do pré-sal, como descrito neste post publicado em nosso blog Fatos e Dados a respeito dos diferentes tipos de poços.

Na metodologia convencional, três dutos conectam os poços a um manifold ou à plataforma, sendo um dedicado à água, outro ao gás e um terceiro, chamado de umbilical, o qual é responsável pelo controle. No entanto, com a tecnologia Wag Loop, passa a ser possível utilizar um único riser dedicado por poço, injetando alternadamente ora gás ora água, sem necessidade de dutos de injeção de água dedicados ou de manifold, um equipamento submarino complexo com peso de 250 a 400 toneladas.

O engenheiro Cláudio Valença, membro do grupo multidisciplinar que conta com os pesquisadores André Stark, Elias Colombo, Hélvio da Silva, Ivan Lima, João Francisco Britto, Roberto Rodrigues e Sidnei da Silva — todos representantes das nossas diversas disciplinas de Exploração e Produção conta que a inovação surgiu de uma abordagem criativa para reduzir custos:

"Não criamos nenhum elemento. Só reorganizamos de forma diferente os componentes que já existiam, o que trouxe economia", conta.


Convencional x Wag Loop

As figuras abaixo ilustram as diferenças entre o sistema convencional e o Wag Loop, previsto para entrar em operação no projeto de Mero 1, no pré-sal da Bacia de Santos. Além deste, outros projetos como Mero 2, Sépia, Búzios 5 e Sergipe Águas Profundas já estão contando com a implementação dessa solução.

No sistema Wag Loop ilustrado, o manifold dá lugar a uma unidade responsável apenas pela distribuição das linhas de controle dos poços. Além disso, há o uso de menos risers, ou trechos suspensos das tubulações que interligam as linhas de produção submarinas às plataformas. Os risers são equipamentos mais caros que o duto que conecta as duas linhas de injeção de água e gás, chamado de flowline.

Por fim, é preciso ressaltar a importância da colaboração entre os membros da equipe para a criação dessa tecnologia, pois, nas palavras do pesquisador João Britto:

A contribuição de diferentes disciplinas para alcançar o objetivo final é fundamental. São visões diferentes e escutar o outro é abrir um mundo que muitas vezes você não conhece.

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