Marcha da Maconha sai às ruas de São Paulo no sábado

Enquanto o debate ganha espaço na mídia e também em instâncias de poder de diversos países como o Brasil, as manifestações de rua continuam com força

Enquanto o vizinho Uruguai começa o registro de usuários que podem comprar maconha em farmácias do país, o último passo proposto pelo ex-presidente José Mujica que legalizou a cannabis três anos atrás, os paulistanos a favor da causa vão marchar pela legalização.

Marcha da Maconha São Paulo de 2016 — Foto: Mídia Ninja

A Marcha da Maconha de São Paulo acontece no sábado, dia 6 de maio, a concentração está marcada para às 14h20 no Masp. O lema deste ano é “quebrar correntes, plantar sementes”, o que contempla a questão da proibição da cannabis e também de um lado mais propositivo que aponta outro caminho para a legislação.

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Em 2017, a Marcha sai em cerca de trinta cidades do Brasil. Em São Paulo ela existe desde 2008, e ao longo dos anos conseguiu ir às ruas sem ser proibida. Com o passar do tempo, incorporou diferentes coletivos e grupos, além de pessoas que vão por conta própria.

Veja a entrevista do programa Vaidapé Na Rua com um dos organizadores

Recentemente, foi estimulada a construção de diferentes blocos para representar a diversidade do protesto. Assim, com uma pauta clara de legalização da maconha, a marcha traz diversos pontos a serem tratados, por pessoas que já pautam esses temas cotidianamente. Entre os blocos está o feminista, o bloco do plantio, a esquerda canábica, um bloco em homenagem a Rafael Braga (informações sobre o caso no link), entre outros.

Marcha da Maconha São Paulo de 2016 — Foto: Mídia Ninja

Além disso, a movimentação que começou com protestos no Parque do Ibirapuera e hoje acontece na região central de São Paulo, tem procurado um diálogo maior com as periferias da cidade, com marchas regionais na zona norte e leste, por exemplo.

Para mais informações, em matéria sobre a legalização da Marcha da Maconha, clique aqui.

Após anos de marcha, o debate sobre a legalização das drogas cresceu muito não só no exterior mas também no Brasil. Recentemente, o tratamento da mídia mudou em diferentes níveis, assim o conteúdo sobre o tema tem ganhado muito espaço, tanto na grande imprensa, quanto na mídia independente.

O debate institucional também avançou. Em janeiro deste ano, a Anvisa legalizou o primeiro medicamento à base de maconha no país.

A pauta ganhou grandes proporções em dez anos de marcha. Hoje, o debate é feito a partir de diferentes percepções, contemplando tanto a esquerda quanto a direita. Seja a partir da liberdade individual, a guerra às drogas, a questão medicinal, econômica, entre outras possibilidades.

Assim, mais uma vez paulistanos vão marchar pela legalização da maconha.