Deus morreu de novo

Já dizia o filósofo Friedrich Nietzsche, “Deus está morto”, mas o que alguns esquecem é de realmente lerem o seu livro ou estudarem sobre sua filosofia, como alguns filmes por exemplo, assim sonegando o resto de sua frase: “E nós o matamos”. O que ele quis dizer com isso? A principal das interpretações diz que a religião (prefiro chamar de espiritualidade) têm cessado na nossa sociedade, convivemos mais e mais com pessoas, que mesmo frequentando igrejas, carecem de Deus em seus corações.

Sim, isso é um texto curto e objetivo sobre política e de resistência, pois matamos Deus novamente e da maneira mais irônica possível no dia 28 de outubro de 2018. Todos sabem que Bolsonaro recebeu apoio de igrejas e, querendo ou não, os pastores e padres influenciam em suas ovelhas, fora isso, ele também carrega em seus discursos um slogan a favor de Deus. Embora tudo isso, chego a me perguntar:

Por que você não vive esse Deus que você prega?

Como Nietzsche, questiono-me sobre se Deus está vivo, nem me preocupo com o Bolsonaro, afinal ele é só uma pessoa, apesar da importância de que cada pessoa possa mudar o mundo, mas preocupo-me mais ainda é com aqueles que votaram nele, prefiro não acreditar que 49.276.990 indivíduos são misóginos, racistas, homofóbicos, a favor da tortura e da ditadura…Não quero andar na rua e pensar que aqueles que passam por mim têm esse tipos de pensamentos enraizados em suas mentes ou derrapar-me com eleitores do Bolsonaro espancando outros seres humanos.

Deus têm por definição “amor”, porém o que menos ver-se na nossa sociedade é tal sentimento, o amor ao próximo tornou-se agora outro slogan usado por aqueles que são adeptos da religiosidade, que acabam transmutando a imagem do próximo, sendo este quem convier.

Simbolicamente, Deus está morto, nós, em nossa ignorância, martelamos 49.276.990 pregos em sua cruz. E esse é só o começo.

“Deixe a esperança surgir
E fazer com que a escuridão se esconda
Minha fé está morta
Eu preciso ressuscitar de alguma forma — God’s Not Dead, Newsboys”

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