Cersei x Jaime: Relacionamento Abusivo 101

O guia não tão rápido sobre esse relacionamento e como no quinto episódio, Eastwatch, ele atinge seu clímax.

Muito se falou sobre o quinto episódio dessa sétima temporada de Game of Thrones, muita gente achou um episódio corrido, cheio de “furos” de roteiro, apressado e que abusa dos famigerados teleportes. Discussões sobre a qualidade do episódio eu deixei para o meu podcast, o Patrulha da Noite.

Mas algo bem legal aconteceu nesse episódio, aliás, vem acontecendo em toda essa temporada mas ficou bem evidente nesse episódio. Jaime Lannister está totalmente perdido, não acredita no que a irmã está fazendo, porém vive um um situação onde Cersei tem absoluto controle sobre ele e sabe disso a cada linha de diálogo.

Se voltarmos ao primeiro episódio dessa temporada, Dragonstone, temos uma cena onde Cersei está sobre o mapa de Westeros, Jaime chega e eles tem uma rápida conversa. A conversa deles gira entre dois pontos: Jaime não acredita que essa seja uma guerra para ser lutada porque o inverno chegou e em breve eles não terão como alimentar os soldados, e também acha sem sentido a ideia da irmã em criar essa dinastia Lannister se os filhos deles já estão mortos.

Essa cena é curiosa porque Cersei logo no começo da conversa pergunta se ele está bravo com ela, e Jaime diz que não, então ela retruca perguntando se ele está com medo dela. A resposta de Jaime é: “Deveria ter?”. Aqui o personagem de Nikolaj Coster-Waldau se transforma num jarro de vidro e Cersei pode claramente ver o que tem dentro e que ele está desconfiado do que ela anda fazendo, Jaime não está confortável com o ponto em que sua vida está agora. Ela olha para o mapa, dá um passo para o lado escondendo sua face, e lança para ele a informação de que Daenerys está usando o irmão deles, Tyrion, como mão da rainha. Ela então anda pelo cenário, enquanto diz o que Dany está fazendo e quais os objetivos da menina Targaryen, e quando ela se aproxima de Jaime, joga na cara dele que Tyrion é o irmão que ele sempre amou e ajudou a fugir. A partir desse momento, Cersei não volta mais a falar de cabeça baixa para Jaime, ela sabe que está a frente, e impõe o olhar penetrante, e o mantém até o fim da cena. Nessa hora Jaime baixa o olhar quase assumindo a culpa, mal isso acontece, Cersei abre vantagem na disputa dizendo que Tyrion matou o pai deles e o filho primogênito do casal, Joffrey. Nesse momento Jaime sobe o olhar, já com uma nova expressão imposta pela irmã, que mata a sentença dizendo que agora o irmão caçula dá conselhos aos inimigos deles.

Nesse momento Jaime sente o baque, ele olha para Cersei, olha para o chão, sua boca mexe como se fosse falar algo, desiste, volta a olhar para o chão, e percebendo a deixa, Cersei chuta o cachorro morto dizendo que “Tyrion está liderando uma armada”, jogando com o ego do amado, que está ferido desde que perdeu a mão e se sente incapaz de voltar a ser um cavaleiro e muito menos um líder de exército.

Percebendo que Jaime está derrotado, ela então questiona Jaime sobre onde que Dany e Tyrion vão desembarcar, já sabendo que a resposta será bem óbvia. Ela não pergunta por querer saber, ela já sabe, Cersei pergunta para passar a Jaime a sensação de que ela confia nele, e claro, para mostrar que ela o valoriza, ao contrario do irmão.

A seguir vemos que ela já sabia da resposta quando percorre novamente o mapa e aponta todos os inimigos deles: Ellaria Sand em Dorne, Olenna Tyrell na Campina, Jon Snow e Sansa ao Norte. Ela volta a insistir aqui que Sansa e Tyrion mataram Joffrey. Quando ela diz isso, Jaime ao fundo muda sua expressão, deixando claro que Cersei voltou a impor em sua cabeça que a jovem Stark e Tyrion são os responsáveis pela morte do filho.

Nesse momento ela volta a ter total controle sobre ele, e Jaime está assustado com a quantidade de inimigos que os cercam. Então Cersei faz a investida para saber o que, afinal de contas, o amado precisa para que esteja ao lado dela nesse jogo, para que aceite “seus termos”. Ela pergunta o que fazer para Jaime, dizendo que ele é o comandante do exército Lannister, colocando-o num pé de igualdade com Tyrion, o que para ele pode ser um elogio, mas é claro que é um insulto, já que Cersei não suporta o pequeno irmão.

Ela já sabe a resposta de Jaime, ela já está a frente da discussão desde o único momento durante a cena em que olha para o chão, foi um lapso de segundo em que ela mostrou fraqueza para ele, com o objetivo de abrir Jaime e vê-lo por dentro. Mas nesse momento, com essa pergunta, ela sabe que Jaime tentará ganhar novamente a discussão.

E acontece, Jaime se impõe fisicamente e caminha em direção a ela, a linguagem de câmera ajuda, filmando de baixo para cima, e ele está numa posição dominadora. Então ele diz para Cersei que o inverno chegou, que eles nunca vão ganhar se não tiverem como alimentar os homens e os cavalos. Ele diz então que os Tyrell tem os recursos. Nesse momento, Jaime dá para ela a solução do problema (que vai ser aplicada mais na frente durante a série), porém, Cersei faz o irmão parecer um idiota quando pergunta se os Tyrell vão se sujeitar a lutar ao lado de estrangeiros como os Dothraki e os Imaculados. A ideia some da cabeça de Jaime, e ele então aceita que os Tyrell vão se sujeitar porque o lado de Dany supostamente é o vencedor. Cersei rouba-lhe o “plano” e ainda extrai do irmão que ele tem medo. Jaima acha que estão do lado que está perdendo.

Cersei então lança a cartada final, dizendo que entende que essa guerra será mortal para quem perder, e quem ganhar vai iniciar uma dinastia que durará 1.000 anos. Jaime novamente se abre, mas retruca perguntando para quem é essa dinastia se os filhos deles estão mortos.

Pronto, Cersei conseguiu o que queria, um motivo para ganhar de vez o irmão, ela precisa de um filho. Mas não vai entregar essa informação para Jaime, ao invés disso ela mostra fraqueza dizendo que é uma dinastia para eles, mesmo que essa seja uma baixa motivação naquele momento. Jaime entrega tudo com as expressões, está confuso e desencorajado, e então diz pra ela que nunca falaram sobre Tommen. Aqui termina a primeira batalha dessa cena. Cersei ganhou, mas nos temos a impressão de foi Jaime, porque o prolongamento que vem a seguir confunde a todos, os espectadores e o próprio personagem.

Showtime para Cersei, agora ela precisa colocar dentro de Jaime algumas sensações, é como pescar, ela vai atirar o azol para ele morder mais tarde. O que ela faz: volta a olhar para longe, pela segunda vez na cena, isso demonstra fraqueza e que ela não tem coragem de encarar o amado. Mas lembre-se, ela já ganhou o que queria, sua imposição já não é mais necessária. Ela dá as costas pra ele e caminha em direção a uma mesa para se servir de um copo de vinho. Jaime diz que o bebê deles se matou, dando ainda mais combustível para Cersei ter certeza que ele está abalado com a perda do filho. Ela então personifica a descontrolada, mas nada disso é real. Ela diz que não tem nada a ser dito porque Tommen os traiu. Quando ela volta a olhar o irmão, a expressão em seu rosto é outra, ela parece abalada e fora de controle, isso surte efeito em Jaime, ele não quer ver a pessoa que ama assim, mesmo que ele, por dentro, saiba que ela está errada em seu pensamento. Jaime tem agora a ideia de que Cersei está tomando essas atitudes pela sua falta de controle. Ela diz que os filhos são cinzas, passado, mas que ela e ele continuam ali, são os últimos Lannisters que importam, tirando o Tyrion desse discurso e deixando claro que ela faz isso pelos dois, quando ela dá as costas novamente para Jaime, ele baixa o olhar, percebe os “falsos” motivos da irmã, e então embarca no jogo dizendo que nem os Lannisters sobrevivem sem aliados. O jogo para ele é tentar fazer a irmã desistir disso. Para ela, o jogo é ter Jaime a seu lado, é uma questão de controle, Cersei precisa ter o controle de tudo e todos.

Jaime tenta uma última vez convencer a irmã a desistir disso, ele comenta o que aconteceu com os Frey e diz que precisam de aliados. Então Cersei acaba com a cena dizendo que ela ouviu o pai por 40 anos. O aliado é Euron Greyjoy, vemos na cena a seguir.

No diálogo a seguir ela joga toda a “culpa” de escolher Euron como aliado em Jaime, pois foi ele quem disse que precisavam de aliados. Jaime, que nesse ponto já percebemos que está com medo e relutante, diz que os Homens das Ilhas de Ferro são pouco confiáveis e que quebram suas promessas. Cersei brinca dizendo que eles tem navios e são bons em matar, para a seguir dizer que ela sabe muito bem que Euron quer é uma Rainha, deixando subentendido que ele não quebrará nenhuma promessa. Jaime mais uma vez reage com expressões, ele entendeu o plano da irmã, e ela fez questão de deixar claro que ele é quem disse que precisavam de aliados.

Não preciso comentar todas as cenas de Euron, Cersei e Jaime. Euron humilha Jaime em todas, Cersei não intervém em nenhuma, e Jaime é obrigado a calar a boca, se sente culpado, afinal, ela impôs nele que a causa de tudo foi a sua ideia de ter aliados.


No terceiro episódio, depois de Euron entregar o presente prometido e Cersei ter sua vingança, ela tem então um encontro com Jaime e apesar da negativa inicial do irmão, eles têm uma noite de sexo. Quando batem na porta o irmão pede para que ela não atenda, ela ignora nos mostrando que dá pouca importância para o que ele diz, mas à Jaime ela dá confiança, deixando que a empregada veja-o na cama, mostrando que ela o assume, ainda que apenas na cabeça dele, pois ela já sabia que receberia uma visita de Braavos.

Ainda nesse episódio, na cena em que Cersei se vinga de Ellaria Sand, ela diz algo interessante: Qyburn é o homem mais inteligente que eu conheço, inteligente o suficiente para saber qual veneno matou Myrcella.

O episódio é encerrado com uma bela cena entre Jaime e Olenna Tyrell, nos últimos momentos da personagem. Cena bem analisada pelo meu amigo PH Santos, recomendo assistir o vídeo.

Dessa cena podemos tirar alguns momentos interessantes. Não vou me prolongar, assistam o vídeo do PH que dá pra tirar tudo dali. Mas vamos destacar o momento em que Jaime assume que o pai deles dizia que ele era meio burro. Depois Olenna eleva, de certa forma, as ações de Cersei, quando ela compara o que fez pelos Tyrell, dizendo que foi tudo para proteger a casa, ou seja, por um bem maior, e a seguir diz que Cersei fez coisas inimagináveis e que ela é um mostro. Jaime defende a indefensável irmã dizendo que foi tudo por um bem maior, copiado o que Olenna acabara de dizer. Olenna realiza então que ele a ama, e diz que Cersei será o fim de Jaime, que sinaliza estar em paz com isso.

Olenna, que é tão manipuladora quanto Cersei, começa então a envenenar Jaime dizendo que se ele chegou até ali, quer dizer que a irmã já o controla muito mais do que ele é capaz de perceber. Ele sabe. Ela sabe que ele sabe, e lamenta por ter ajudado a espalhar o que ela classificou como doença, e diz que Jaime vai se arrepender também.

Isso reage em Jaime, que lembrando, começa a temporada desconfiado de tudo que a irmã está fazendo. Ele então quer terminar a conversa, ele sabe que Olenna está entrando em sua cabeça.

Aqui vemos novamente um traço na personalidade de Jaime, ele tenta se importar assumindo certas mudanças físicas, um clássico para personagens que não tem intelecto, com Cersei ele caminhou a seu encontro, a câmera ajudou filmando-o de baixo. Aqui ele levanta, mas Olenna já está calejada e não se deixa dominar, muito menos nos seus momentos finais de vida. Jaime diz todas as ideias que Cersei teve para a morte de Olenna, todas extremamente gráficas e absurdas para quem está aplicando um ataque completamente inesperado, Jaime se vangloria de ter feito a irmã desistir delas. Mas nunca foi a intenção de Cersei fazer nenhuma delas, ela já sabia que usaria o veneno, justamente pelo que vem a seguir.

Olenna admite que detestaria morrer como o filho deles, Joffrey, e então admite a culpa.


Chegamos então a Eastwatch, o quinto episódio dessa temporada e que começa com Jaime absolutamente aterrorizado com os Dothraki, Daenerys e seus Dragões. Ao voltar à Porto Real, temos o primeiro encontro dos irmãos. Jaime assume, novamente a posição dominante fisicamente e descarrega em Cersei tudo que acabou de o deixar aterrorizado. Cersei não baixa a guarda e joga a culpa toda nele, dizendo que apesar dela estar no trono, foi Jaime quem matou o Rei Aerys II, o famoso Rei Louco, que é pai de Daenerys. E então ela diz: “o que vamos fazer? Um acordo de paz? Talvez possamos pedir para Tyrion intervir a nosso favor, uma recompensa por ter matado nosso pai e filho?”. Ela joga a culpa em Jaime, bate na tecla que Tyrion é o culpado pela morte do pai e filho e ainda praticamente mostra que sabe o que vai acontecer a seguir, ela já percebeu que Daenerys não quer transformar Westeros em um cemitério.

É tão claro que ela sabe tudo, inclusive que foi Olenna quem matou Joffrey, pois assim que Jaime diz que não foi Tyrion ela tenta se desvencilhar da conversa falando apenas do pai, deixando que Jaime assuma o que ele pensa ser a posição dominadora da conversa. Ele então diz que Olenna contou antes de morrer e Cersei já começa por mais uma vez atirar a culpa nele, debochando do veneno que ele escolheu e dizendo não acreditar nela, talvez, internamente não acredite mesmo, prefira culpar Tyrion e Sansa, é mais cômodo, e ela sempre quis eliminar os dois da brincadeira. Mas Jaime é um “slow learner”, demorou 3 temporadas para chegar a conclusão que faz todo o sentido ter sido a Olenna e explica para Cersei o porquê. Temos então uma reação bem diferente de Cersei até agora, ela olha para o chão, demonstrando fraqueza como antes, depois ameça voltar para Jaime, mas desiste, parece que algo se conectou na sua cabeça, e pela primeira vez na temporada ela permanece olhando para o chão, senta. Jaime está ali, vendo sua amada demonstrar mais fraqueza que em qualquer momento na temporada. Ela continua falando sem levantar o olho para Jaime, diz que não deveria ter ouvido ele, que Olenna deveria ter morrido de uma maneira horrível, mais uma vez colocando o irmão gêmeo como culpado de tudo. Jaime vê a chance na fraqueza de Cersei e mais uma vez investe em desistir da guerra para ouvir da irmã que se ela lutar vai morrer e se for desistir vai morrer, ela sabe a escolha e ele, como soldado, deveria saber também.

É legal notar, que nessa cena, Cersei senta para ganhar a batalha, ela deixa Jaime pensar que apesar de não desistir, ela agora já aceita que vai perder.

Temos então o encontro de Tyrion e Jaime, e fica claro aqui como a relação de ambos é completamente diferente. Tyrion começa completamente acuado, não joga culpa nenhuma em Jaime, pelo contrário, ele até sabe que Cersei é quem está por traz do ataque a Jardim de Cima, mas dá os créditos a Jaime, elogia-o pela vitória, diz que as ações do irmão o deixaram parecendo um idiota e que Jaime agiu como o pai agiria, para em seguida soltar uma piada pela raiva do irmão em vê-lo. Ele faz isso para abrir o irmão, tal como Cersei fizera no primeiro episódio. Como Tyrion sabia que Cersei estava por trás de tudo e não Jaime? Bom, a própria Cersei diz que ela é quem escutava o pai. E o Jaime diz que o pai chamava-o de burro.

Quando Jaime diz para Tyrion não falar do pai, o anão se defende, diz que o pai iria matá-lo não por algo que ele fez e sim porque ele era um monstro que veio para castigá-lo e Jaime sabia disso. Detalhe que Tyrion não se defende em relação ao assassinato de Joffrey, ele sabe que o Jaime não desconfia dele, ele sabe até que o pai não desconfiava, e para falar a verdade, nem a Cersei, era só cômodo acusá-lo, e é praticamente o que Tyrion diz. Nesse momento, Jaime então pergunta o que Tyrion quer, para ouvir a seguir que Daenerys vai vencer a guerra. Justamente o que o atormenta desde o começo da temporada e que ficou ainda mais claro depois do encontro com Drogon no último episódio. Jaime sabe que ela vai vencer e está aterrorizado com isso. O resto da cena é irrelevante.

Então temos o clímax desse relacionamento extremamente abusivo. Na próxima cena dos dois, Jaime encontra Qyburn nos aposentos de Cersei, e após o Meistre sair da sala, Cersei assume exatamente a posição da última conversa deles, sentada, deixando que Jaime dê o pontapé inicial já em sua posição dominante. Ele pergunta o que Qyburn estava fazendo ali e ela retruca dizendo que ele é a mão da rainha, não explica nada e já vai perguntando o que ele quer. Jaime então conta que esteve com Tyrion.

Nenhuma reação de Cersei, nem uma piscada, nem um sorriso, nada. Depois de Jaime fazer todas as expressões possíveis, ela então pergunta o que o irmão deles tinha a dizer. Jaime explica que Daenerys quer uma trégua porque o exército do Rei da Noite está vindo, Cersei olha para a janela, sorri, como se não desse a mínima para a informação, então volta o olhar para Jaime e pergunta se o irmão vai puni-lo. Jaime pensa que ela fala de Tyrion, mas Cersei retruca dizendo que é sobre Bronn, para em seguida explicar que nada acontece em Porto Real sem que ela saiba e que Bronn traiu Jaime.

Jaime, que é burro, a essa altura do campeonato já deu pra perceber, entende que Cersei deixou acontecer e pergunta porque. A irmã então diz que uma trégua com Dany poderia ser benéfica, que ela tem mais soldados e por isso eles tem de enfrentá-la como o pai deles faria, deixando claro que ela até aceita a trégua mas vai trair Dany em algum ponto. Jaime não ouviu nada disso, ele é slow learner, seu cérebro ainda está no como ela soube do encontro, sua expressão entrega isso.

Cersei então joga a bomba dizendo que eles vão derrotar o que estiver no caminho deles pelo filho que ela carrega na barriga. Pum, check mate, acabaram-se as dúvidas para Jaime, ainda mais quando ela diz que vai assumir que o pai é ele. Os dois se abraçam, se beijam, e mais uma vez Cersei joga uma culpa inexistente no amado, dizendo para que ele não a traia mais, fazendo um paralelo entre o que Bronn fez com ele. Mesmo que ela tenha sugerido, no primeiro encontro deles nesse episódio, que talvez o irmão caçula poderia intervir a favor deles.

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