LEMBRANÇAS DO BRASIL

Tempo,

meu tempo,

roubado.

De tão pouco,

uma memória se fez.

E por tão pouco,

não se apagou de vez.

Cochicho, lamento abafado,

fulano de tal,

coitado,

será que um dia volta?

Lembrança em voz baixa,

criançada na barra da saia,

saudade do cheiro de cachaça.

Pai que era pai,

não se metia em arruaça,

senão!…

Na escola tinha sermão,

professora não era tia não.

Não tinha perdão,

prá quem não sabia a lição.

Prá quê, se era tudo mentira?

Se o verde não trazia

a esperança que eu queria,

o amarelo já não era

a riqueza que a gente tinha.

Se o progresso não existia

e o dia não estava em ordem,

Mas a ordem é que era do dia.

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