poesia: achado #1

e uma brevíssima introdução

Vim passar uns tempos com a família, depois de uma viagem pra fora do país, do continente, de qualquer similaridade superficial & também muito pouca fora disso: estive na China.
Decidi no meu retorno à terra brasilis que a família precisava bem de uma dose de filhote mais extensa, prescrita pra dias que corressem menos condicionais às férias do trabalho — um prazo de validade mais amigável com a saudade acumulada.

Descobri já aqui na casa de mainha, Nordeste da minha infância, que ela deu pra transcrever umas coisicas que eu falava por lá via Facebook… e nessa me mostrou hoje este achado de mim mesmo:
Acho essa coisa de saudade um sentimento corruptela,
É um bicho vivo que a gente dá ar de abstração
Fica carcomendo as veia tudo, correndo sangue devoção
É tipo uma desinvenção da presença
Não tem aquele beijo nem sorriso nem é preciso
É um navegar bem indeciso
De se em frente
Ou se vão
Que raiva que dá essa distância
É como matemática e muita física
Não sei resolver não

A data ela não sabe. Acho que a mensagem foi mais importante do que o tempo.

Fotografia por Janos M. Schmidt, uma das fotos do Sony World Photography Awards 2015, categoria Mobile Phone.


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