Uma rapidinha sobre um vício

estimulando um dentre tantos


Recentemente compartilhei com vocês, na página de divulgação desta publicação lá no Facebook (poesia cotidiana.), um texto que resumia bem seu intuito logo no título:

O Medium não é um ferramenta de publicação.

E quanto mais eu consumo nesse espaço, mais compreendo e absorvo essa ideia. Não é um blog, é uma rede.


Percebo simultaneamente que desde quando, ainda criança, me divertia no ato solitário de folhear e ler aleatoriamente um dos 24 volumes da
Grande Enciclopédia Larousse Cultural,
carrego comigo o vício de buscar informação.

Dito isso, deixo claro: poesia cotidiana. não pretende fugir desse vício.

Não vou porém me encher de presunção e dizer que pretendo dela que seja o seu novo. Talvez não seja o melhor dos desejos.

Mas, diante de nossos enfrentamentos cotidianos,
estimulando nossos cérebros seja via
likes, tragando nicotina, comendo pizza ou tomando uma cerva —
a publicação seguirá ainda devota,
a partir de algo pretensamente menos nocivo,
à liberação de dopamina:

To help you get high on information.

Focando na ideia de informação, não pretendo aqui criar um canal de notícias — muitas das quais nos saturam a mente com meio minuto de exposição online.

Mas eu consumo ideias não somente a partir dos meus gostos; um dos meus gatilhos preferidos vem de observar o outro — o amigo, aqueles que admiro, aqueles que me ensinaram algo etc.


O outro e seus infindos formatos.

E quem sabe sendo apenas mais um outro, eu compartilhe algo de interesse a partir do meu próprio querer saber mais.
Mediando essa busca com a certeza de que jamais saberemos tudo, nem mesmo sequer o quanto desejamos. O que é bem libertador.

Mas ainda assim, compartilhando nessa rede.
Por ter entretido, por ter me movido de alguma forma, por ter me feito pensar além. Quem sabe não te fará o mesmo?

E seguindo assim nesse vício, meio que numa cura às avessas, ser acometido de ideias e aprender a ativamente amá-las.

Enfim no fim desse texto, chego a duvidar.
Será que nomear aqui como vício essa vontade de conhecer serve a algo além de intensões poéticas? E sobre contar pro outro, não seria isso nada menos do que humano querer ver em quem não somos algo além do inferno de não sê-lo?


Esse texto foi motivado a partir deste outro: Sabe por que estamos viciados em redes sociais?, por Rosana Hermann,
o qual definitivamente contém contra-indicações necessárias para o consumo saudável de informações.


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