Mirar o abismo

Detalhe de “O perfume do abismo”, de René Magritte (1928)

Ajude-me com suas mãos
a contemplar o vazio.

Uma na minha
outra a tomar meu pescoço,
que assim talvez eu possa
lançar em pleno oblívio
todo o pensar no esquecimento;
e o vazio do Tao ou Zen
seja a escuridão dentre meus olhos
no momento em que a beijo.

Espírito não é mente
moça-minha-companheira.
Preciso me calar para sempre
para que possa ouvir o que digo.

Os Pés no Mesmo Riacho

Poesias de Luís Fernando Tófoli

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