Arnaldão, em foto de Tatiana Silvestroni

F. é mistério

A água corre escorre

Entre medos e dedos da multidão

Anágua sob o jeans?

A terra gira, o universo pira

Passo no espaço afins

Enquanto uns e outros

Comuns potros correndo estábulos

Cortando vocábulos voemos

Para as asas das borboletas

Não as das roletas dos ônibus urbanos

Não humanos, não profanos

Não no passar irônico dos anos

E cenário lembra um cemitério

Onde as folhas do pé de figo

Deixam ver apenas um F

E a cena fria lembra

A voz de um locutor ao fim do dia

Que na rádio anuncia “F. é mistério

de José Arnaldo de Oliveira (o Arnaldão)

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