Escaparam a entrevistas, recusaram editoras, gravaram um álbum numa igreja abandonada e, subitamente, desapareceram. Provavelmente foi o que fizeram melhor, já que saíram em grande.

Com efeito, os WU LYF deixaram-nos um dos melhores álbuns do início do século e o seu desaparecimento é certamente um vazio de difícil preenchimento. Faltará saber se conseguiriam mais do que isto mas, enfim, sobre os WU LYF nunca se soube grande coisa.

Mas ainda assim muita coisa foi dita sobre a banda de Manchester. Vejamos apenas as referências que a folha da Wikipédia dedicada à banda (ela própria notícia de cada vez que era editada) nos oferece e ficaremos com uma ideia do “buzz” que Ellery Roberts e companhia protagonizaram.

http://youtu.be/GvxIrR5noxI

Go Tell Fire To The Mountain” é o álbum publicado pelos WU LYF em 2011. Trata-se de um conjunto de canções que, desde os primeiros acordes nos remete para um mundo muito particular e de difícil discernimento. Existe ali algo que nos apela à dança e à comunhão, um levantar de canecas, mas que não deixa de ser, por vezes, um apelo às armas — como em “Dirt”, que nos oferece as percussões levadas ao extremo da reverberação que a igreja de St. Peter oferece.

http://youtu.be/OVlsa8hd7Sw

Mas Ellis não nos facilita a vida: a linguagem que a voz puxada a ferros debita parece inventada e quem queira ir mais fundo na sua compreensão, terá de arranjar forma de ler as letras. No entanto, creio que este é um álbum para escutar primeiro e ler depois. Há nele todo um romantismo que os WU LYF nos deixam provar, num toca e foge constante com o cinismo e a desilusão que, de quando em quando ensombram a partitura e a voz arrancada a ferros. “We Bros”, por exemplo.

Se é para ler, leia-se depois. Para agora é tempo de escuta: http://youtu.be/ZmEaC4297SM.

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