Saiba porque você também é político (ou política) no Brasil

No PorQueNão todo dia é dia de política. Sim, você leu direito mas não, não é o que você está pensando.

Foto, parte da exposição “O Museu e a Cidade Sem Fim”, em comemoração aos 70 anos do Museu Histórico Abílio Barreto (MHAB) que aconteceu de 27/11 a 31/12.

Tudo o que a gente faz, todos os dias, é uma atitude política. Só que não institucional. Quem é ativista faz política 24 horas, 7 dias por semana. E quem não é, também. Você vai de ônibus, de carro, de bike, a pé? De carona solidária, de carro compartilhado? Cada modo de transporte é uma decisão que, ainda que individual, tem profundos impactos políticos. Inclusive pela força do exemplo, na qual a gente acredita muito.

Escolher o que comer, então, nem se fala. O que você come alimenta seu corpo, e alimenta também um modo de produção, seja uma família que planta em um sítio, um assentamento de sem terras, uma cadeia de supermercados, uma indústria. A sua roupa, a sua forma de comunicação, enfim: aquele meme eterno da Bela Gil (você pode substituir isso por aquilo) é uma peça política até a última piadinha infame.

Mas votar, também, é obviamente um ato político. Você tem todo o direito de não comparecer às urnas — mas, nesse caso, transfere a quem votou, e elegeu um candidato, o direito de legislar sobre o futuro seu, do seu entorno e do seu país. Mesmo em uma época em que não dá para abrir a boca sem alguém querer brigar e os gupos da família no whattsapp serem verdadeirosa campos minados, precisamos falar de política.

Lembrando que houve um tempo que a grande briga era simplesmente pelo direito de escolher!

Charge de Henfil, que ilustrou como ninguém a luta pelas Diretas Já nos anos 1980

A equipe do PorQueNão? não está fechada politicamente: cada integrante pensa (um pouco) diferente entre si, tem seus próprios candidatos do coração e até votamos em diferentes estados do país. Mesmo se concordássemos em tudo, a gente não iria fazer campanha para nenhum candidato, por motivos óbvios. Temos 208 mil seguidores no Facebook, 11 mil no Instagram, 3 mil no YouTube - alcançamos 8 milhões de pessoas no mês de agosto!- além dos apoiamores e apoiamoras fiéis e não queremos, jamais, brigar por causa de política. Aliás, não queremos brigar por motivo nenhum.

Isso posto, tem uma monte de proposta voando por aí e achamos que devemos definir quais são os temas que importam mais para nós e identificar alguns dos candidatos que enxergam o futuro olhando na mesma direção que a gente. Alguns candidatos a deputado, inclusive já apareceram no PorQueNão? anteriormente, falando sobre suas ideias muito antes de eles mesmos pensarem em ser candidatos — o que no minimo indica que estão antenados com questões que abraçamos como nossas — sendo que um deles falou sobre a importância da participação política, mesmo.

Como a gente sempre está de olho nas inovações, cabe dizer que há uma novidade no mundo da política institucional: o Mandato Coletivo. Imagina que loko uma galera que acredita na mesma coisa, e na mesma forma de atuar, e resolve se unir como um coletivo em um só mandato. Bom, mais parecido com o PorQueNão?, impossível! Então vamos falar um pouco mais a fundo desse bicho novo que está nascendo.

No nosso Facebook, temos postado vários estudos que analisam as propostas de todos os presidenciáveis sobre temas que tem a ver com os nossos: meio ambiente, alimentação, saúde, e por aí vai. Fique de olho. Mas a gente não quer só presidente, a gente quer deputado estadual, federal, senador, todo mundo com políticas públicas bacanas para nosso presente e futuro. Então continua aqui que nas próximas semanas vamos falar de mandato coletivo e publicar as entrevistas que fizemos com os candidatos que já eram porquenistas antes de serem candidatos.