Carta para uma ex-namorada

Conheço todas as suas fraquezas, virtudes e conceitos da vida. Me tornei a caixa preta dos seus segredos. Tu me confidenciaste seus mais íntimos desejos, confiou a mim seus sonhos mais puros, seus desejos mais sujos. Deu a mim o cargo de segurança do carro forte do seu coração, o qual sempre defendi com todas as armas que tive acesso.

Alguém que conta a outro seus profundos segredos, entrega uma chave que é muito mais importante que a chave da cidade, ou do cofre do banco, é uma chave que abre para o maior tesouro imaterial, que vale mais do que qualquer bem ou qualquer quantia em dinheiro que se possa imaginar, o tesouro que habita dentro de si, e o nome dessa chave é confiança. A qual só deve ser dada para os escolhidos, para os melhores cavalheiros do reino.

Quem ganha essa chave deve sentir privilegiado e assim como os mais nobres cavalheiros, dar sua vida defendendo o que lhe foi dado. É uma responsabilidade muito grande, todos podem falhar menos eu. Sei de todos os seus pontos fracos e devo redobrar a minha atenção ao lhe tratar, julgá-la não é minha missão, amá-la mais depois de cada confidência foi minha sina.

Cada desabafo não serviu para nada, senão para entendê-la. Não posso usar nada do que sei para agredi-la, irei morrer com essa chave tatuada em meu corpo. Os segredos que me contaste não são só seus, são nossos, faz parte do que vivemos e o que vivemos é minha essência, faz parte do que sou e do que hei de me tornar. Não arrependo de nenhum segundo, morrerei com essa honra.

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