Apesar da derrota, Apoel demonstra uma boa defesa contra o Real

Foto: Twitter/Apoel

Que era difícil destronar o clube mais poderoso do mundo em sua casa, todo mundo já sabia. Entretanto, dar a vitória facilmente não era uma hipótese considerada pelo Apoel. Apesar da derrota por 3 a 0 (palpite acertado na prévia), viu-se um time brigador e cheio de dignidade para enfrentar os gigantes do grupo H.

E quem diria que a primeira chance de gol do jogo seria do Apoel? Foi após um chute de longa distância de Roberto Lago, espanhol de 32 anos, que a partida no Santiago Bernabeu começou a esquentar. O petardo do ex-jogador do Getafe aconteceu aos nove minutos do primeiro tempo e obrigou Navas a mandar a bola para escanteio.

Foto: Twitter/Apoel

Todavia, três minutos após o chute de Lago, Isco enfileirou pelo meio e tocou para Gareth Bale, que disparou pelo flanco esquerdo antes de cruzar rasteiro para Cristiano Ronaldo, livre, marcar o primeiro gol da partida. Méritos para o gajo, que soube aproveitar o vácuo entre Lago e Carlão para deslocar o goleiro Waterman. A expectativa de quem não conhecia as ambições do Apoel era de que a porteira se abrisse, porém, graças a uma defesa bem postada, as Lendas do Chipre souberam lidar muito bem com as inúmeras jogadas verticais do adversário, que teve que se contentar com um 1x0 até o fim do primeiro tempo.

Porém, logo aos seis minutos do segundo tempo, as coisas ficaram mais difíceis para o Apoel. O árbitro Benoit Bastien assinalou pênalti para os donos da casa após confundir o ombro de Lago com o braço. Para a tristeza dos 750 torcedores do Apoel presentes na partida, o juiz francês deu pênalti e, sem titubear, Ronaldo balançou as redes mais uma vez. O Real Madrid seguiu pressionando, especialmente nas jogadas de velocidade nas costas dos laterais, e conseguiu ampliar a vantagem aos 16 minutos da segunda etapa. Marcelo cruzou da esquerda para Bale, que escorou a bola para Sergio Ramos marcar de chilena. Foi um belo gol, mas com uma pitada de sorte, pois a bola desviou em Lago (mais uma vez) e matou Carlão, que estava marcando muito bem o defensor merengue na jogada.

Mesmo com o jogo nas mãos, os donos da casa seguiram no ataque e chegaram a marcar mais duas vezes, porém, em impedimento. Em uma das poucas chances de contra-ataque que teve no segundo tempo, os cipriotas quase diminuíram o marcador com Igor de Camargo, que finalizou para fora após Aloneftis entortar a espinha do Nacho Fernández.

Apesar da derrota, o comportamento defensivo do Apoel chamou a atenção nesse duelo. Por ter segurado o Real por tanto tempo no primeiro tempo, e ter sido desmantelado com um pênalti pra lá de duvidoso, a dupla de zaga e o goleiro merecem elogios. Carlão, responsável por cinco cortes, quatro chutes bloqueados, duas interceptações e três duelos ganhos, foi o melhor em campo com as cores amarela e azul. De negativo ficou a fraca apresentação do húngaro Sallai, que é bem cotado entre os cipriotas por ser um jogador de habilidade, mas que teve uma atuação extremamente tímida.

Outro destaque importante nessa partida foi a marca atingida por Vinícius, volante brasileiro, que chegou a 167 exibições com a camisa do Apoel. O camisa 16 ultrapassou Manduca, ídolo mor dos torcedores, que tinha 166 jogos com a camisa das Lendas, e agora ocupa a quarta colocação no ranking dos jogadores com mais partidas disputadas na história do clube.