Atuação ruim do Feyenoord acende a luz amarela para resto da Champions

A volta para Champions League passou longe de ser o que o torcedor do Feyenoord pensava. A equipe holandesa tinha até a expectativa de pontuar, mas não incomodou em nenhum momento o Manchester City, que venceu a partida por 4 a 0. Antes da partida, o técnico Giovanni van Bronckhorst afirmou que a equipe precisaria estar atenta durante todos os noventa minutos, o que passou longe de acontecer. A fala do treinador precisa ser levada a sério caso o Feyenoord ainda busque algo para as próximas cinco rodadas. No dia 26, o time irá à Itália enfrentar o Napoli.

Foto: Twitter/Feyenoord

O Feyenoord pouco produziu durante o jogo. O reflexo disso é perceptível nos números: apenas uma finalização na direção do gol, 34% de posse de bola e sem nenhum lapso do jogo coletivo que é característico do clube líder da atual Eredivisie com 100% de aproveitamento. Contra a equipe da casa pesou a inexperiência em competições europeias e o azar: logo aos dois minutos de partida, o City saiu na frente após cobrança de escanteio e o toque de cabeça de Stones.

A partir daquele momento o nervosismo, já presente em qualquer estreia dessa magnitude tomou conta da equipe anfitriã. A pressão exercida pelo Manchester City, no campo de ataque, fazia a bola voltar a todo momento ao goleiro Brad Jones que rifava a pelota sem hesitar. Guardiola preparou um plano perfeito para enfrentar o Feyenoord: fazer a pressão para evitar a saída de bola com rapidez, característica da equipe.

Foto: Twitter/Champions League

Com a saída de bola travada, o jogo do Feyenoord não desenvolvia e a bola ficava a maior parte do tempo com o Manchester City. E com a bola, a equipe conseguia se movimentar e achar espaços no campo defensivo holandês com facilidade. David Silva e Kevin DeBruyne dominaram as ações centrais e contaram com o forte apoio dos alas Mendy e Walker, que deitaram e rolaram no sistema defensivo holandês.

Foi nesse cenário de caos que o City ampliou o placar aos 10 minutos com Aguero, desviando cruzamento de Walker e aos 25 Gabriel Jesus tirou o jogo do alcance holandês após empurrar o rebote do goleiro Jones sozinho na área. Depois dos três gols, o Feyenoord utilizou das faltas para minar o ritmo do adversário. Três cartões amarelos seguraram os ânimos e a equipe foi pro intervalo com a cabeça inchada.

No segundo tempo, com um pouco mais de calma, o Feyenoord conseguiu segurar o ímpeto do City. Toornstra deu um pouco mais de segurança ao meio, mas nada além disso. Ainda sem poder de criação e com uma peça vital (Vilhena) para esse setor muito mal, os donos da casa se contentaram em apenas estancar a sangria e não passar mais riscos, o que até certo ponto deu certo. Na bola aérea, Stones deu números finais a partida e sacramentou a pior derrota da história do Feyenoord como mandante em competições europeias.

O fato positivo é que o Feyenoord só pega o City agora na última rodada e, provavelmente, com o futuro já definido. A caminhada em busca da improvável classificação para segunda fase ou para a busca da vaga na Europa League tem que seguir deixando esse jogo para trás. Não só pelo resultado, mas pela fraca atuação, tanto individual quanto coletiva. Foi impossível observar qualquer característica da equipe que domina o futebol nacional e o sinal de alerta está ligado nas redondezas do De Kuip.

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