MÚSICA BRASILEIRA PRA GRINGO OUVIR / Maio 2019

Artistas que o mundo todo, incluindo o Brasil, precisa conhecer.

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A pergunta é simples:

“O que você apresentaria quando um gringo pedisse indicações de sons brasileiros interessantes surgidos por aqui nos últimos tempos?

Respondemos essa pergunta imaginária criando o MBPGO, um report mensal onde selecionamos 5 artistas e um de seus lançamentos para destacar aqui.

O nome e o conceito desse material é inspirado em uma playlist que já existe há tempos no nosso perfil no Spotify.

Está no ar o Música Brasileira Pra Gringo Ouvir / maio de 2019.

Confere aí ;)

Antes de ler o report completo aqui embaixo, assista ao vídeo e se inscreva no nosso canal no Youtube! Prometemos muitos conteúdos sobre música boa :D


Foto: Thays Bittar

Rincon Sapiência

Depois de circular por alguns empregos mais convencionais como office boy ou operador de telemarketing, Danilo Ambrosio decidiu virar Rinon Sapiência e abraçar a música de vez. A primeira culpada foi sua faixa Elegância, que entre 2009 e 2010 caiu na mão de djs, estourou, ganhou clipe e acabou até sendo indicada ao vmb.

A partir daí o rapper seguiu seu caminho, sempre buscando uma estética própria, na forma e no conteúdo do seu som.

Encontrou em 2016 algo único. A faixa Ponta de Lança é simples, cheia de loops e algumas referências ao funk. Seu clipe viralizou, somando hoje quase 20 milhões de views no youtube.

Mais do que preparado para surfar essa onda por anos de corre na música, ele aproveitou para aumentar seu número shows, crescer sua equipe e claro, fazer mais música. Em 2017 veio o ótimo álbum Galanga Livre, que exalta a cultura afro principalmente através de ritmos percussivos.

Aliás, Rincon Sapiência se destaca justamente por estar em uma pesquisa constante de elementos africanos para colocar no seu trabalho. Ele mesmo batizou o som que faz de afro rep — termo que virou até nome de música no final de 2017.

A real é que o artista faz um som com mensagem clara e importante, mas ao mesmo tempo se importa em colocar geral pra dançar com ritmos que por si só já contam muita história.


O Terno

O trio já começou no hype lá em 2012.

O primeiro disco, 66, trazia obviamente uma pegada do rock brasileiro dos anos 60 acompanhada sempre de sacadinhas criativas, tanto nas letras quanto nos clipes. O de "66", faixa que deu nome ao disco, inclusive viralizou e iniciou a série de ótimos vídeos que a banda lançaria a partir dali.

De lá pra cá, o Terno trocou de baterista, viu Tim Bernardes iniciar sua carreira solo com o ótimo disco Recomeçar e, apesar de manter a sua essência, a banda claramente evoluiu muito.

É impressionante o que eles fazem com os arranjos desde o lançamento do seu terceiro disco, Melhor Do Que Parece. São metais, violinos e harpas formando um clima de orquestra e de trilha sonora grandiosa pra dizer coisas do nosso dia a dia.

É justamente esse contraste que dá o tom do quarto disco da banda, Atrás/Além.

E se os arranjos são grandiosos, os nomes das duas únicas participações do álbum, ambas na faixa Volta e Meia, também são. Devendra Banhart e o multi instrumentista Shintaro Sakamoto são, na verdade, os primeiros artistas a participar de uma gravação oficial do trio paulistano.

Porém o mais legal talvez seja o fato de que nesse novo álbum eles se permitem ser simples e não se levar tão a sério, o que faz com que mais pessoas possam se conectar com esse som tão rico.


Foto: Hannah Carvalho

My Magical Glowing Lens

MMGL é mais um fruto da psicodelia que rolou forte a partir de 2010, com bandas como Tame Impala e MGMT derretendo por aí. Muitos entraram nessa onda, mas poucos saíram vivos dela, afinal era preciso algo a mais para sobreviver ao hype.

Gabriela Deptulski tinha o que era preciso.

Depois de finalizar um mestrado em filosofia, sua vida estava prestes a dar uma guinada. Ela gravou sozinha no seu home estudio em Colatina no ES o primeiro EP, em 2013.

Esse trabalho levou o projeto a circular em diversos lugares do Brasil, do sul ao nordeste, de pequenas casas de show a grandes festivais.

Quando chegou a hora de transformar o projeto em banda de fato, o My Magical ganhou corpo e passou a fazer shows realmente potentes que impressionaram muita gente por aí.

Foi nesse momento que nasceu o disco Cosmos, lançado em 2017.

Mas como as coisas nunca são tão simples assim, essa formação da banda se transformou desde lá e já mudou diversas vezes. Na real, a Gabi é o centro do projeto por onde gravitam diversos músicos muito talentosos da cena independente — o que acaba sendo algo bem diferente e interessante.

Ou seja, não dá pra saber muito o que esperar do My Magical Glowing Lens além do fato de que eles vão, uma hora ou outra, nos botar pra viajar. Aliás, a liquidez toda desse projeto nos deixa ainda mais curioso pra saber quando e como essa viagem vai acontecer da próxima vez.

Black Alien

Ele é o dono de um dos flows e das ideias mais notáveis do rap nacional. Estourou no Planet Hemp, onde se tornou um dos maiores nomes do Brasil ao lado de Marcelo D2 e BNegão.

Depois de várias participações em faixas de outros artistas, o primeiro disco da carreira solo veio só em 2004. O Ano Do Macaco acabou se tornando um clássico do rap nacional e só confirmou o que o corre com o Planet Hemp já mostrava.

Porém, apesar de todo o reconhecimento do público e da crítica, ele levou mais de 10 anos para lançar um segundo disco, que acabou rolando no ano 2015 em meio a problemas de dependência química. Esses problemas tiveram algumas consequências diretas nas suas rimas e na sua carreira em geral, inclusive contribuindo pra esse grande espaço de tempo entre seus discos.

Entre internações, recaídas e um processo contínuo de recuperação, ele vem encontrando sua estabilidade física e mental em uma vida mais saudável. Sem querer pagar de santo por estar se recuperando, sua nova realidade é o tema central do terceiro disco da carreira solo, lançado em 2019, como mostra o clipe de "Que Nem o Meu Cachorro".

O ótimo disco Abaixo de Zero: Hello Hell é importante por que marca uma volta por cima não só na carreira, mas também na vida, de um dos nomes mais importantes e interessantes da história do rap nacional.


E aí, curtiu? Já conhecia esses nomes? :)

Deixa seu comentário aí embaixo pra gente ir trocando uma ideia e se tiver uma sugestão para a gente colocar nas próximas edições, ela será muito bem vinda. Ah, e não esquece que todos esses artistas e muitos outros estão na playlist Música Brasileira Pra Gringo Ouvir no perfil do Bananas Music Branding nas plataformas de streaming. Segue lá!

Para ouvir tudo isso e muito mais clica aqui e segue nossa playlist no Spotify ou aqui para ouvir e seguir na Deezer.


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