Música Brasileira pra Gringo Ouvir [março/19]

5 artistas que o mundo todo, incluindo o Brasil, precisa conhecer.

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A pergunta é simples:

"O que você apresentaria quando um gringo pedisse indicações de sons brasileiros interessantes surgidos por aqui nos últimos tempos?"

Respondemos essa pergunta imaginária criando o MBPGO, um report mensal onde selecionamos 5 artistas e um de seus lançamentos para destacar aqui.

O nome e o conceito desse material é inspirado em uma playlist que já existe há tempos no nosso perfil no Spotify.

Está no ar o Música Brasileira Pra Gringo Ouvir / março/19.

Confere aí ;)

Antes de ler aqui em baixo o report completo, assista ao vídeo e se inscreva no nosso canal no Youtube! Prometemos muitos conteúdos sobre música boa :D


Foto: Helder Tavares

Amaro Freitas

Pianista recifense nascido em 1991, a revelação Amaro Freitas vem sendo o responsável por uma renovação na cena de música instrumental do Brasil ao tocar um jazz classudo com influências de ritmos nordestinos como frevo, maracatu, coco, entre outros.

Mas foi a Igreja a sua principal fonte de referência musical na infância, onde não demorou muito para o teclado chamar sua atenção.

A transição da música evangélica para o Jazz veio aos 15 anos e, segundo o pianista, é culpa de um DVD do Chick Corea — tecladista de jazz americano bastante conhecido por seu trabalho na década de 1970.

Amaro se apaixonou pelo Jazz. Mais do que isso, se apaixonou pela música e decidiu que era isso que queria fazer da vida.

Sempre com uma visão prática do seu sonho de viver de música, ele meteu a cara e trabalhou muito. Foi em um dos muitos restaurantes onde tocou, que conheceu o baixista atual do seu trio e onde nasceu na verdade o projeto do seu primeiro disco, Sangue Negro.

Em 2016 o pianista venceu o Prêmio Instrumental do Festival Mimo e despontou seu trabalho autoral com o álbum de estreia.

Agora, aos 27 anos, o músico deixa de ser uma revelação e se consolida como um dos principais nomes do novo jazz brasileiro. Lançado pelo selo inglês Far Out Recordings, seu novo álbum, Rasif, o levou a uma turnê que passou pelas mais célebres casas de jazz de Portugal, Espanha, Alemanha, França, Suíça, Inglaterra e Argentina.


Foto: Marcos Vilas Boas

Bárbara Eugênia

Ela tem mais de uma década de carreira. Já cantou em inglês, em francês, em português, em baladas românticas, hits alternativos e ainda assim encontrou caminhos pra inovar. Agora se baseando em uma sonoridade mais eletrônica, dançante e oitentista.

No simbólico 8 de março, Bárbara Eugênia lançou TUDA, seu quarto disco.

Ele vem como uma quebra no estilo doce da Bárbara, mas a temática principal nas composições se mantém a mesma: o amor.

Na sua carreira, a cantora já cantou ao lado de Tom Zé, Edgard Scandurra, Blubell, entre outros. Dessa vez, Bárbara escalou nomes como Zeca Baleiro, Felipe Cordeiro e Onda Vaga. Sentiu o peso desse time?

A produção ficou por conta da própria cantora juntamente com Clayton Martin e Dustan Gallas — do Cidadão Instigado -, que colaboraram em arranjos, e criaram “universos para as canções”.

Segundo ela mesma, o trabalho tem um tom de libertação artística, de permissão e até de maior envolvimento da cantora que colocou dessa vez a mão na produção. E dá pra sentir leveza da libertação durante o disco todo.


Foto: Facebook/Divulgação

Budah

Apesar de ainda raras, existem cada vez mais vozes femininas no rap brasileiro. Brendha Rangel, conhecida também como Budah ou Afrobudah vem para somar nesse coro com sua mistura de rap e R&B.

Ela começou no hip-hop em 2013, participando de batalhas de Mc’s realizadas na Grande Vitória, mas foi somente em 2016 que deu início à carreira musical.

Sua sonoridade lembra a de artistas como Tassia Reis, Drik Barbosa e até a do conterrâneo Fabriccio. Aliás, parece que R&B é o que não falta para os capixabas.

As rimas de Budah transitam entre questões sociais e relacionamentos amorosos, assim como sua voz transita entre métricas retas e linhas bem melódicas.

É o que podemos notar em seus singles Neguin, Licor e Cola Comigo — que dão um gostinho do que ela promete para o seu primeiro EP.


Foto: Dulce Helfer

Jards Macalé

Jards Macalé poderia nunca mais se envolver em nenhum projeto na sua vida que já teria o nome gravado na história da nossa música. Mas ele não quer saber dessa chatice de não fazer nada da vida.

Assim como Elza Soares, Caetano Veloso, e alguns outros grandes nomes, Jards procura se atualizar sempre, e faz isso dialogando com novos artistas, festivais e fazedores da música brasileira.

Somou à sua discografia, em fevereiro de 2019, o álbum Besta Fera — o primeiro de inéditas em 20 anos de carreira — que comprova o olhar de Jards pro presente nas parcerias com Tim Bernardes, Juçara Marçal, Rômulo Froes e Ava Rocha, autora da faixa “Limite”.

Kiko Dinucci e Thomas Harres dividem a produção musical deste disco que, segundo o próprio Jards, é sobre o Brasil do futuro.

Nas palavras do artista, “Chegamos ao poço mais fundo, chegamos ao limite, chegamos ao Brasil de 2019″.

Trevas é isso, um disco sobre o Brasil do futuro, respirando os ares da música brasileira de hoje com a voz e a personalidade do eterno Jards Macalé.


Foto: Isabella Valverde

Jadsa Castro

Salvador nunca deixou de fornecer artistas talentosos para a música brasileira, mas ultimamente vem nos presenteando com frequência.

Entre muitos nomes, estão Josyara, que já apareceu no nosso report em setembro do ano passado, Giovani Cidreira, que acaba de lançar um ótimo segundo álbum e logo logo estará por aqui também, e por fim, Jadsa Castro.

Estes três artistas vem de um mesmo lugar, geográfico e musical, mas parecem querer dialogar com o mundo todo. Jadsa em especial representa uma geração que reconhece seu potencial enquanto artista mulher, negra e gay.

Em 2015, aos 21 anos, ela lançou na internet o seu primeiro EP, chamado Godê. Trazendo 3 faixas cheias de personalidade, o material colocou Jadsa na cena de vez e proporcionou cada vez mais palcos pra ela se expressar.

Recentemente ela soltou no seu canal no Youtube 7 vídeos com 9 músicas gravadas em novembro de 2018 na Fauhaus, em São Paulo. Algumas dessas ótimas faixas já estavam no perfil de Jadsa no soundcloud mas outras aparecem pela primeira vez na internet.

Sorte nossa!


E aí, curtiu? Já conhecia esses nomes? :)

Deixa seu comentário aí embaixo pra gente ir trocando uma ideia e se tiver uma sugestão para a gente colocar nas próximas edições, ela será muito bem vinda. Ah, e não esquece que todos esses artistas e muitos outros estão na playlist Música Brasileira Pra Gringo Ouvir no perfil do Bananas Music Branding nas plataformas de streaming. Segue lá!

Para ouvir tudo isso e muito mais clica aqui e segue nossa playlist no Spotify ou aqui para ouvir e seguir na Deezer.


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