John Legend | Darkness and Light (2016)

Sempre quando escutava John Legend, pensava: "Tá aqui um cara que eu não entendo o sucesso". Não me entendam mal: Ordinary People está entre as mais bonitas e minimalistas músicas de todos os tempos. A música é escrita por Will.I.Am, mas não interessa, até este achou que Legend era a escolha certa para ela. All of Me, mais de dez anos depois, tenta resgatar a mesma fórmula, mas ficou mais famosa com a produção de Tïesto. De resto, alguns hits, um álbum com o The Roots de covers, e nada mais que chamou minha atenção.
Darkness and Light é diferente!
Misturas e colaborações fazem as músicas muito mais marcantes, com letras bem mais densas que o R&B usual do cantor (sim, só escutei uma vez, sem prestar atenção, e dá para notar), e uma pegada bem mais sexy do que praticamente toda sua obra anterior. Favor escutar com muita atenção a faixa título — com participação de Brittany Howard — e Marching Into The Dark.
Muito bom, mesmo! Não sou nenhuma referência para o gênero; confesso que só fui ouvir a primeira música do álbum não-sei-porque, mas foi bom o suficiente para eu seguir até o fim. Pelo menos, merece uma primeira e única escutada.
P.S.: Confesso que, esculhambando com nossa premissa, depois de escrever minhas primeiras impressões resolvi ver o porque achei o disco tão diferente. Descobri que ele é produzido por Blake Mills, mesmo produtor do disco que lançou o Alabama Shakes para o mundo, Sound & Color — que eu acho fantástico! Talvez escute mais coisas dele e não necessariamente de John Legend :)
