Jorge Drexler

Até gosto de arte, mas sou apaixonado por artistas. Escutei isso ou algo semelhante em algum lugar, algum dia, e é uma frase adequada para a minha primeira impressão sobre o uruguaio Jorge Drexler. O nome não me era estranho (talvez pela pela quantidade de prêmios acumulados), mas não tinha contato com a obra do hermano. Estava buscando coisas novas quando o Daniel Foscarini me indicou o cidadão.

Escutei os dois últimos álbuns, Amar la Trama (2010) e Bailar en la Cueva (2014). Buenísimos, ambos com uma cara atual, apesar de já terem alguns anos. O Amar la Trama é de mais fácil digestão, e por isso o que rodou mais vezes. Uma pegada de MPB, mas com um toque uruguaio (MPU?), com violões de nylon e sopros. Aliás, como eu adoro aquelas guitarras com tremolo + reverb: bem aplicadas, dão uma ambiência agoniante e bela (vide Toque de Queda, do Amar la Trama, por exemplo). Música pop, mas com uma elegância discreta e relevante.

Mas, conforme contava, mais do a arte, foi o artista quem despertou meu interesse. As letras, os arranjos, o tom boêmio… o modo despretensioso de cantar, transmitindo aquela tranquilidade que só o desespero traz. Dá vontade de saber o contexto de criação e produção de cada faixa. Com certeza, um artista sobre o qual uma primeira impressão não será suficiente.

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