The xx | I See You (2017)

A The xx é uma banda muito peculiar. Se esse fosse um relato da minha primeira impressão do disco de lançamento, ele acabaria em duas palavras: uma bosta. Achava simplesmente muito chato. O que só mostra como muda uma pessoa. Hoje, acho o homônimo álbum de lançamento muito bom, com Crystalized sendo uma das melhores músicas Indie-algo já feitas.
I See You, terceiro álbum da banda, mostra um som bem mais complexo do que os anteriores — o que não necessariamente o torna melhor. Chama atenção o quão mais complexa se tornou a produção individual de cada faixa. Os álbuns anteriores eram muito uniformes no estilo e cadência das músicas. Sussuros e afins eram constantes nos vocais sofridos da dupla. Neste, Dangerous, Say Something Loving, On Hold e A Violent Noise lembram faixas low-key de discos colaborativos de DJs como Calvin Harris, Aoki, Avicii, Guetta. Lips, I Dare You e Test Me lembram muito mais o som original da banda.
Achei legal, mas o som mais minimalista e sexy dos dois primeiros álbuns me agrada muito mais. Se ouvir de novo, será como trilha sonora se uma tarde de reposta de emails, planilhas de Excel e outras empolgantes tarefas.
