Insurtechs — O que são, onde vivem, o que comem?

Só de não precisar de trocentas assinaturas e imprimir/preencher um montão de documentos, as árvores agradecem (e também é muito mais prático carregar todas essas infos em um app do que em uma pasta, né?)

Nos últimos anos, muito se ouviu falar de Fintechs. Investimentos, exits, novas tecnologias, diversas coisas aconteceram no cenário financeiro com a entrada delas. No Brasil temos vários exemplos, como Nubank, Neon e EasyCrédito, só pra citar algumas. Elas surgiram pra remover a fricção, através da tecnologia, entre serviços financeiros e o cliente final, quase sempre por um app ou totalmente digital, sem precisar ir ao banco e enfrentar uma fila gigante ou passar horas no telefone pra atendimento…

Com a mesma pegada, também buscando remover as fricções, dores de cabeça e demora no atendimento das solicitações, mas agora, na area de seguro, as Insurtechs já começam a fazer barulho (inclusive no Brasil). Não só fazer barulho, mas movimentar bastante dinheiro. Segundo a CB Insights, em 2016 o investimento em insurtechs foi de mais de US$1.7BiLHÕES! E tem mais: uma pesquisa apontou que 94% dos clientes brasileiros estariam dispostos a trocar de seguradora caso empresas de tecnologia entrassem na jogada. E aqui vão alguns exemplos de que a tecnologia e a UX fazem toda a diferença:

Sure: Insurance On-Demand por meio de um app te ajuda a contratar um monte de seguros, entre eles: de vida, casa, smartphone e para pets também, tudo em poucos toques. Além disso, baseado nos dados que você fornece no app, ele pode dar sugestões inteligentes para a contratação.

ou o Lemonade, que recebeu investimento de fundos como o Sequoia, GV, XL Innovate e alguns outros e tem explorado bastante Inteligência Artificial em seus atendimentos, com jornadas de contratação e abertura de sinistros super intuitivas.

Tem também o Metromile, um seguro onde você paga pelo que andar, no conceito de Pay As You Drive. Oscar, Slice, e vários outros…

E no Brasil?

Também já temos alguns cases aqui no Brasil. A começar pela Youse, onde você pode fazer seu seguro de vida, de carro e também para sua residencia, tudo por um app, em menos de 10 minutos, selecionando as coberturas e assistências que quiser, pagando por mês (tipo assinatura mesmo) e sem precisar de um corretor. O conceito é o mesmo das outras insurtechs: Reduzir a fricção na contratação, menos burocracia, estar disponível 24/7 e sempre com o usuário — que chamamos de Youser — seja no smartphone, nos smartwatches (inclusive uma das primeiras seguradoras do mundo com app para os relógios inteligentes) e onde mais ele quiser. Além disso, lançou o primeiro seguro auto que da grana de volta, o Youse Friends, uma espécie de seguro colaborativo, onde os participantes criam um grupo e se auto gerenciam em prol de segurança.

A Segurize é outra, com uma pegada diferente. Ela utiliza o processo de indicações — também conhecido como member get member — fazendo com que você receba uma grana por cada seguro que indicar (e virar venda mesmo). Tem também a Thinkseg, Bidu, e outras… Os movimentos em seguradoras tradicionais também começou, como a Porto Seguro que criou sua Aceleradora, a Oxigênio.

A Uberização chegou aos seguros?

On-demand. Essa é a palavra-chave. Movimentos como a compra da Sidecar pela GM ou o investimento da Ford no Lyft mostram que muitas companhias estão acompanhando essa mudança. E na era da personalização, como nos exemplos citados, vemos que naturalmente isso tem chegado aos seguros. Pagar pelo que usar, escolher só o que eu quero ou receber alternativas baseadas no meu comportamento/preferências. E cada vez mais, os dados, a experiência, a inteligência e o comportamento utilizam o smartphone como uma das fontes de informações e a ponte para fornecer uma experiência cada vez mais personalizada.

Só de não precisar de trocentas assinaturas e imprimir/preencher um montão de documentos, as árvores agradecem (e também é muito mais prático carregar todas essas infos em um app do que em uma pasta, né?)

Além do mais, os dados coletados permitem transformar o insurance on-demand numa coisa bem natural e prática, podendo oferecer uma cobertura extra ao identificar que você está viajando ou até mesmo que você pague menos se dirigir sem freadas bruscas ou acelerar muito.

Não é mais uma questão de "e se?" ou "será?" para a "Uberização" dos seguros, é mais sobre quando e como isso vai acontecer. Os movimentos no Brasil e no mundo já começaram…


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