projeto do mês: apē mobilidade

Um grupo de estudos que se debruça sobre questões de mobilidade, antropologia urbana e descoberta de novos caminhos (literais e figurados)

um caminho de possibilidades (imagem: reprodução)

Uma palavra que vem do tupi e significa “caminho” foi escolhida para nomear um projeto que visa estudar diversas formas de mobilidade.

O apē foi fundado em 2012 como grupo livre de extensão na Universidade de São Paulo (USP), e nasceu da vontade em debater o tema da mobilidade urbana. O grupo, desde 2014 fora do campus da USP, atua agregando estudantes e profissionais de origens e formações cada vez mais distintas para estudar diversas formas de abordar o tema e trazer insights sobre uma questão cada vez mais latente nas grandes cidades.

Buscando utilizar a educação como ferramenta para repensar a relação com mobilidade e usando a cidade como território de aprendizagem; as atividades realizadas englobam discussões, boletins técnicos, projetos educativos, exposições artísticas, intervenções urbanas e atuação junto ao poder público sobre aspectos relacionados à mobilidade e demais questões urbanas; visando, desta forma, abrir diálogo com pessoas interessadas no tema e discutir novas áreas de atuação.

Atualmente, o apē realiza encontros semanais abertos e que se alternam entre os estudos, que são itinerantes, e os projetos, no ateliê.

“Entendemos que envolver diversos campos tradicionalmente não incluídos na discussão do transporte e urbanismo é estudar mobilidade. Entendemos que realizar encontros de leitura, promover discussões sobre temas importantes, elaborar boletins técnicos, participar de debates públicos e desenvolver projetos educativos por meio da caminhada, dentre outros, também é estudar mobilidade.”

Entre os projetos já realizados, estão o workshop ‘Lugar: ver, fazer, ocupar’. Realizado em junho de 2016 e em parceria com o Instituto Tomie Ohtake numa ação educativa do Prêmio de Arquitetura 2016; o workshop foi feito em seis encontros e reuniu 12 jovens entre 15 e 20 anos no centro da cidade para trabalhar sobre possibilidades de ocupação do território a partir de discussões, caminhadas e propostas poéticas; gerando produtos que serão apresentados futuramente numa exposição.

Outra iniciativa de destaque é o Exploradores da Rua: uma atividade educativa que sugere tirar as crianças da escola e levá-las a descobrir a cidade por meio da caminhada. Com o intuito de transformar o próprio espaço cotidiano, tantas vezes banal, num novo cenário para a brincadeira e as relações que dela decorrem; a exploração é a base da narrativa criada para despertar o olhar, o interesse e a empolgação dos pequenos diante do desafio de sair e registrar o ambiente do entorno da escola — um dos intuitos da atividade é ajudar as crianças a assimilar o ambiente urbano como lugar também de aprendizado, movimento essencial para o desenvolvimento de cidadãos e cidadãs dispostos a conquistar o espaço público e usufruí-lo ao longo de seu crescimento.

Você pode acompanhar mais do apē em seu site e em sua página de Facebook.

*Sobre Projeto do mês: iniciativas também podem nos falar sobre demandas. Através desta categoria, fazemos uma curadoria mensal para expor projetos em diversos âmbitos que tragam respostas a anseios sociais.