Diversidade e inclusão, pautas de toda profissão

Especialmente dos linguistas, não é mesmo, pessoal?

Carolina Walliter
Jun 21, 2018 · 3 min read
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Rane Souza e #MariellePresente Foto: Luciana Bonancio

À medida que avançamos na profissão, as novidades que um congresso do setor proporcionam não são tão surpreendentes. Porém, dar-se como um profissional completo e pronto, sem lacunas a preencher, é um equívoco, um atalho para a estagnação.

O 9º congresso da Abrates foi meu sétimo evento do setor, estou caminhando para o meu oitavo ano de carreira (já posso dizer “quando cheguei aqui, era tudo mato”? Meu sonho!) e não arredo o meu pé de estar presencialmente nesses encontros.

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E a coleção só aumenta!

Por quê?

Porque ter uma carreira não é só diploma, certificado e horas de voo. É nutrir uma relação com seus pares, é se atualizar sobre a situação da sua categoria. É ver gente, sair da toca, botar a cara no sol.

Já pensou que experimentar fazer isso em uma zona de conforto (congressos do setor) é um treino para desbravar eventos dos seus clientes? Já pensou no valor que tem aquela troca de amenidades no corredor? Já pensou que ser reconhecido por outros colegas e publicar fotos do seu mundo profissional nas redes sociais são formas de autoafirmação de que você é o que você é? Já pensou no bem que isso pode fazer a você nas entrelinhas, te dando mais segurança e confiança?

Pois pense. E compartilhe as suas reflexões aqui!

Por fim, um elogio à proposta desta edição do congresso: diversidade e inclusão, que golaço! Dois keynotes negros, Rane Souza e Petê Rissatti), escancarando o racismo estrutural intrínseco à nossa sociedade e, consequentemente, à nossa profissão. Uma keynote surda, Marianne Stumpf, palestrando em Libras e nos dando uma lição de empatia.

Critiquem o quanto quiser, mas eu quero ir a eventos do meu setor que sejam assim: políticos, no melhor sentido que a palavra tem e que o brasileiro insiste em demonizar (parem!). É inconcebível que profissionais linguistas, com tamanha responsabilidade que têm em mãos (dar voz ao outro, pela escrita ou verbalmente), sigam indiferentes a tantas questões urgentes e totalmente pertinentes à nossa atuação. Não há mais espaço para isso.

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Cláudia Melo Belhassof e Regiane Winarski falaram sobre o desafio gratificante de traduzir o arco-íris. Foto: Thalita Uba

Que a gente aprenda a travar discussões juntos, com civilidade, empatia e respeito à existência do outro. Já passou da hora de vivermos as frases de efeito lindas que estampamos em nossos sites, de sermos realmente pontes para a comunicação, não propagadores de intolerância.

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