Fotos: Arquivo Guarda Popular e Richard Dücker

Porto Alegre: Capital del “fútebol”

Por Danton Júnior e Pedro Vasconcelos

Puntero Izquierdo
Jun 20 · 16 min read

Pampa futeboleiro

“O imaginário é uma ficção, algo subjetivo, vivido com realidade objetiva. Então essa ideia passa a ser encarnada e considerada como verdadeira e intemporal. No imaginário gaúcho e platino, nosso futebol prima pelo combate e pelo esforço”, resume Juremir, que nasceu em Santana do Livramento, cidade localizada na fronteira com a uruguaia Rivera. Mesmo o zagueiro Elias Figueroa, um dos principais estrangeiros da história do Internacional, foi “amalgamado ao imaginário platino”.

Foto: Pedro Vasconcelos

Luisito Suárez come um pancho na Borges de Medeiros

Foto: Arquivo pessoal

“Não sei o motivo científico, mas acho que pode ser por uma questão cultural, de tradição. O povo daqui é muito mais próximo nos seus costumes ao argentino e ao uruguaio do que ao restante do país”, resume o ilustrador.

Um jeito de torcer platino

“ A geral do Grêmio trouxe para a cancha a cultura gaúcha de torcer. Como somos mais próximos ao Uruguai, Argentina, do que do centro do país, natural que nossas influências se confundam com as do hermanos. Brasileiros, mas gaúchos, cisplatinos, esse é o nosso modo de ser”, ressalta o Alemão, como é conhecido pelos torcedores.

“Somos a torcida que mais canta no Brasil. Outras torcidas chegam a copiar as nossas músicas”, gaba-se Claiton, que começou a integrar o movimento no início. A identificação com o estilo platino não fica restrita ao modo de torcer: bandeiras ilustram os rostos de D’Alessandro e Guiñazú, além de outros ídolos do clube.

Foto: Pedro Vasconcelos

“É outra atmosfera. Me lembra quando ia ver o Nacional”, compara.


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