Invisibilizar o sexo + universalizar o gênero = destruir o feminismo

A linguagem do gênero é uma maneira despolitizada de falar sobre o feminismo. Dizemos “perspectiva de gênero” quando na realidade o que queremos dizer é perspectiva feminista.

Winnie Lo
Winnie Lo
Jan 21, 2018 · 13 min read

Original: Raquel Rosario Sánchez para Tribuna Feminista, 01/01/2018, http://www.tribunafeminista.org/2018/01/invisibilizar-el-sexouniversalizar-el-genero-destruir-el-feminismo/

Tradução: Winnie Lo

Camaradas, eis aqui uma opinião controversa: eu não aguento a palavra gênero. Chegou a um ponto em que até me incomoda foneticamente essa palavrinha… A ironia da situação é intensa já que durante a minha graduação fiz uma disciplina em Gênero, tenho uma pós-graduação em Gênero e acabo de começar um doutorado em Gênero… As pessoas sempre vão dizer que sou “uma especialista em gênero” ainda que me cause um eterno incômodo interno. Esse esclarecimento é importante para mostrar que o problema não é a falta de conhecimento: é que quanto mais aprendo sobre gênero, mais me perturba a sua universalização.

Ora, a linguagem do gênero é uma maneira despolitizada de falar sobre o feminismo. Dizemos “perspectiva de gênero” quando na realidade o que queremos dizer é perspectiva feminista. Falamos muito sobre “violência de gênero” quando na realidade o que queremos é dizer aos homens, como classe social, que parem imediatamente de violentar e assassinar mulheres e meninas. Na academia, os Estudos da Mulher tiveram espaço aproximadamente durante três minutos e meio antes que o status quo tivesse uma taquicardia coletiva e transformasse tudo em “Estudos de Gênero”. Estudar as mulheres, através da história, como entes independentes e por direito próprio, saiu de moda.

A desculpa é que também é preciso trabalhar as masculinidades e as diversidades sexuais. Como sempre, as mulheres temos que carregar a responsabilidade histórica de desconstruir a nós mesmas e ainda por cima fazer o trabalho de desconstruir os outros também. Isso de estudar masculinidades e diversidades sexuais está tudo bem e apoio 100%, mas por que não abrir departamentos que tenham foco específico nesses interesses e visões, assim como fizeram as mulheres ao fundar os Estudos da Mulher para se concentrar nos seus? Pois não. As mulheres que cedam o minúsculo espaço que cavaram para se concentrar em si mesmas e que abram caminho a todo mundo, que não se pode ser egoístas. Isso é inclusão… ou será que no afã de ser inclusivas aos demais estamos nos excluindo a nós mesmas?

A linguagem de gênero é uma maneira despolitizada de falar sobre o feminismo. Dizemos “perspectiva de gênero” quando na realidade o que queremos dizer é perspectiva feminista.

Recordo algo que me marcou profundamente. Quando eu estava fazendo o mestrado em Estudos da Mulher, Gênero e Sexualidade, como departamento tivemos um incidente muito feio. Um grupinho de estudantes começou a difamar professoras (em particular a que tinham uma ideologia feminista radical) nessas comunidades de internet de que os jovens gostam muito. Como éramos um departamento bastante hippie e tudo resolvíamos sob uma visão de liderança horizontal (ou tentávamos), o professorado convocou uma reunião dentro da universidade, no Centro da Mulher, para que tirássemos a conversa da internet e dialogássemos frente a frente com franqueza e honestidade.

Esse Centro da Mulher é histórico; tem décadas e faz um trabalho enorme para visibilizar as mulheres; sejam estudantes, funcionárias, professoras ou pesquisadoras. Bem, quase todo o departamento participou da reunião, inclusive aquele grupinho de estudantes (literalmente, eram uns cinco) que se identificavam muito com a teoria queer, que exigiam que o simples fato de que o Centro se chamasse Centro da Mulher era “violentamente excludente” para outras pessoas. Descrito dessa maneira, alguém podia imaginar que no Centro se cometiam genocídios todas as terças e quintas-feiras, das 9h às 14h. Aproveito a ocasião para deixar por escrito que isso de rotular as ideias com as quais se discorda como “violência”, trivializa um tema bastante sério e me incomoda.

Pois sim, não foi só o Centro. Fizeram o mesmo com o programa; a queixa nesse sentido vinha porque no nosso nome colocávamos “Mulher” na frente (uma decisão deliberada por parte do professorado). Isso também atentava contra a diversidade e a inclusão.

A diretora do programa foi vilipendiada. Isso me doeu na alma e não só porque ela era minha orientadora. Mas porque estamos falando de uma mulher que lutou mais de 30 anos dentro da academia, para expandir os Estudos da Mulher desde uma disciplina que podia ser feita por estudantes dentro dos cursos de graduação, para ser em seguida uma graduação por si só, passando posteriormente a ser um mestrado e recentemente um doutorado. No trajeto, o programa se ampliou para que incluísse Gênero e Sexualidade como parte do currículo de base e se trabalha o enfoque transnacional, os estudos étnicos e a teoria queer de maneira transversal em todas e cada uma das aulas. Mas isso não eram nem suficiente; segundo aqueles estudantes que reclamavam no Centro, ainda estava se centrando demais na mulher.

A nossa socialização indica que devemos abrir mão de todos os argumentos, inclusive os mais lógicos, para acomodar os outros, por mais ilógicas que sejam as suas abordagens.

Entre as suas difamações, acusaram a diretora do programa, uma mulher que se criou nas décadas de 1960 e 70 no sudeste evangélico ultraconservador dos Estados Unidos como uma lésbica abertamente super butch e além disso pobre, de ser A Grande Opressora Patriarcal porque, segundo esses estudantes, apesar de ser marginalizada em todos esses sentidos, a senhora é branca: um indicador de que lhe faltavam alguns atributos para ganhar a olimpíada das opressões.

O incidente foi muito desagradável, mas a algumas de nós chamou muito a atenção que esses estudantes nunca tivessem se apresentado aos departamentos de Física ou Direito ou Aeronáutica para fazer essa birra. Óbvio que não, esses departamentos estão cheios de homens! É melhor acusar as mulheres de opressoras e difamar como “excludente, não inclusivo nem diverso” o único espaço no campus universitário onde se priorizam as mulheres… ao contrário de todos os demais departamentos na universidade onde a supremacia dos homens é isso: suprema.

Também assistiram à reunião no Centro da Mulher o professorado de outras áreas colegas como Estudos Étnicos, Sociologia, Literatura e Justiça Social, para ver se podiam mediar o assunto. Mas não entendiam nem por que as tensões haviam aquecido tanto nem por que um debate (tecnicamente sobre diferenças ideológicas) simples tinha que ser tão mas tão ácido. Todos os ramos do saber debatem e muitas vezes debatem com dureza. Além disso, se algo caracteriza o feminismo, como explica Jessica Filliol, “é o debate interno, o questionar-se absolutamente todo o que aprendemos, o assumir que não temos pilares irremovíveis mas sim princípios inegociáveis”. Mas não. A demanda é clara: invisibilizar as mulheres, apresentando-as simplesmente como opressoras e universalizar o gênero, a qualquer custo.

O mais provável é que, se as mulheres não se dão conta do que está acontecendo e reagirem, com o tempo o Centro deixe de ser um Centro da Mulher. Com certeza vão colocar algum nome esquisitíssimo como “Terceiro Espaço”, como aconteceu com aquele Centro da Mulher no Canadá, supostamente “para torná-lo mais inclusivo”. E pouco a pouco, o programa estará descentralizando e apagando as mulheres. Essa é a história e sempre foi assim. O que dói é vê-la em tempo real.

Eu aprendi muito com esse momento. E também aprendi muito com a resposta do nosso departamento: acomodar aqueles cinco estudantes, em vez de ficar de pé e rebater claramente todos os argumentos com determinação e contundência. Mas é que isso é impossível, porque nós fomos socializadas como mulheres. E a nossa socialização indica que devemos abrir mão de todos os argumentos, inclusive os mais lógicos, para acomodar os outros, por mais ilógicas que sejam as suas abordagens. Além do que, expressar abertamente que nós queremos, ou pior ainda, que o movimento feminista exige, por definição, focar na humanidade e nas experiências das mulheres, representaria um ato bastante egoísta… e antes mortas que egoístas!

Como diz a companheira Magdalena Proust: “Cada vez que uma mulher mostra firmeza em seus argumentos e segurança em si mesma, é acusada de excessiva veemência, de arrogância e de atacar aos demais. Nós sempre temos que debater fragilmente, sem perturbar”. É exatamente o mesmo com o movimento. Sim, somos um movimento que busca libertar as mulheres da subordinação patriarcal, mas como vamos caminhar na rua dizendo isso abertamente? Iríamos assustar a nós mesmas! É melhor sorrir muito e falar daquela onipresente “igualdade de gênero”… um conceito que é melhor ser pronunciado rápido e sem pensar, porque se analisarmos muito nos daríamos conta de que, na realidade, a igualdade de gênero é mais ou menos uma abominação, porque o gênero é um conjunto de estereótipos que servem para perpetuar padrões de opressão e dominação. Por que a classe dominante iria querer ser igual à classe subjugada e por que a classe subordinada iria querer fazer o papel da classe opressora? Por que eu iria querer atribuir a uma menina os estereótipos que o gênero impõe aos meninos e a um menino os constrangimentos que o gênero coloca para as meninas? Eu defenderia a abolição do gênero da cabeça aos pés.

Essa gente que pensa que mencionar a palavra misoginia ou sexismo vai fazer cair um testículo e, pior ainda, que se mencionar ambas no mesmo artigo ou frase, vão cair os dois.

Como explica a escritora Victoria Smith, o gênero é uma ideologia que promove a conformidade. O gênero é o que dita que as mulheres, por serem mulheres, devem ser submissas, tenras, frágeis e ruins de matemática. O gênero é o que dita que os homens devem ser agressivos, bruscos, autoritários e que nunca, mas nunca, podem chorar. Dizer que a estratégia do feminismo é promover a igualdade de gênero é dizer que queremos que os estereótipos que o gênero atribui aos homens sejam impostos às mulheres e vice versa. Tenho a certeza de que, como movimento, podemos aspirar a muito mais que isso.

Para algumas companheiras, universalizar o gênero é uma estratégia que busca apelar para as pessoas que ainda pensam que falar abertamente sobre feminismo, como movimento político, é… estridente demais. Essa gente que pensa que mencionar a palavra misoginia ou sexismo vai fazer cair um testículo e, pior ainda, que se mencionar ambas no mesmo artigo ou frase, vão cair os dois. Essas pessoas são os homens e às vezes somos nós as mulheres que ajustamos tudo para, consciente ou subconscientemente, seguir agradando os nossos amigos homens. Meu respeito a todas as companheiras que entendem essa estratégia como necessária, mas não compartilho a sua posição. Além disso, creio que essa posição causa um dano terrível ao movimento.

Nesses momentos é extremamente difícil formular esse tipo de análise porque muita gente botou na cabeça (ou botaram na cabeça delas?) que sexo e gênero são literalmente o mesmo e que inclusive se fossem diferentes, de que importa se no final tudo na vida é “uma construção social”? Aqui você tem que respirar fundo, se encher de paciência e não se deixar exasperar pelos argumentos tão casualmente inclementes desse niilismo tão chic, o pós-modernismo.

Não vamos combater ao pós-modernismo jogando o computador pela janela nem queimando os livros cheios dessa prosa tão desconexa e relativista de Butler e Foucault, não. Vamos combatê-lo com raciocínio lógico e argumentos ponderados: os alérgenos de todo obscurantismo.

Vamos ver… Argumentar que o sexo biológico é “uma construção social” não só significa desconhecer como funciona toda a engrenagem patriarcal, mas também representa um tremendo tapa na cara nas mulheres e meninas que morrem todos os dias por causa de opressões baseadas no sexo. Como explica a sindicalista Natasha Vargas-Cooper: “Explicar à mulher que se encontra de cócoras numa cabana, dividindo-se em duas para parir, uma função das fêmeas e perigosamente das fêmeas, que esta experiência é simplesmente uma construção não só te faz soar imprudente, mas também cruel”.

O sexo biológico determina quem pertence à classe dominante ou subordinada.

Algumas mulheres são suficientemente sortudas para levar vidas em que ser mulher não trouxe nenhum aborrecimento, que bom. Parabéns para vocês. Mas que você nunca se veja na necessidade de ter um aborto clandestino para salvar a sua vida, uma gravidez forçada, uma histerectomia desnecessária, que não lhe neguem um trabalho pelo simples fato de que seu potencial empregador acredita que no futuro você poderia engravidar e decida “de maneira preventiva” não a contratar para não ter que pagar a licença maternidade, que nunca a tenham obrigado a dormir numa cabana, congelando e exposta a todo tipo de animais, porque seu útero está menstruando… tudo isso é um tremendo privilégio e feminismo que defende exclusivamente as privilegiadas não é feminismo. Existem ainda mais postulados porque as maneiras pelas quais o sexo biológico é utilizado como fator de opressão num sistema patriarcal são infinitas e, como feministas, é nossa responsabilidade… não, perdão, é nossa obrigação inadiável sempre lembrar disso.

Isso significa que como feministas só podemos apoiar as mulheres e meninas que se veem oprimidas com base nas suas funções reprodutivas? Não, porque o sexo biológico é mais do que reprodução.

O sexo biológico determina quem pertence à classe dominante ou subordinada independentemente de a pessoa se reproduzir ou não. De fato, em muitos países e contextos, a pessoa sequer precisa nascer para que isso se determine. Pense nos feticídios: no mundo atualmente são abortados milhões de fetos simplesmente pelo fato de que seu ultrassom revelou que seriam meninas. Toda a engrenagem de gênero que diz que uma mulher representa um peso para sua família, que não será igualmente “produtiva” para o capitalismo que um homem… tudo isso se impõe a um feto (uma feto?) com base numa imagem minúscula, um ultrassom que talvez caiba na palma da mão, na qual se pode distinguir um fator crucial: que possui vulva e não pênis.

Mas o sexo biológico é muito mais que isso. A medicina foi concebida, desde a sua inserção no sistema capitalista, para tratar a mulher como um derivado do homem. Os medicamentos são, em sua grande maioria, testados nos corpos dos homens. Portanto, a ciência ainda supõe que os sintomas do homem são universais. Todas e cada uma das mulheres que morreu por causa de doenças que não puderam ser identificadas a tempo porque não apresentavam os sintomas observados no corpo dos homens, foram executadas com base no seu sexo biológico. E sim, a palavra que quero utilizar como é executadas.

Um movimento emancipatório não pode ser sustentável se não entendemos por que lutamos nem contra o que lutamos.

Inclusive depois de mortas, o sexo da mulher cobra a sua fatura. Alguns estudos demonstraram que, na hora de investigar as mortes por causas não naturais, os cadáveres dos homens recebem mais importância do que os das mulheres. Dizem por aí que a morte é “o grande equalizador” dos seres humanos, mas acontece que não. Até na morte, o sexo discrimina.

Explica o pesquisador Maxwell McLean, que analisou os processos de investigação das causas da morte não naturais relatadas na Inglaterra durante um período de dez anos, “as mortes dos homens e das mulheres recebem um tratamento diferenciado durante o processo de investigação em patologia forense. Menos mulheres atravessam o limiar de ser referidas para a patologia, de que se abra uma investigação ou que se confirme uma morte não natural. Quando conseguem atravessar o limiar dos casos investigados, a lista de vereditos existentes também é injusta com as mulheres. Até o momento, o pessoal que trabalha na patologia forense é vulnerável à acusação de que as mortes dos homens são consideradas mais importantes que as das mulheres”.

Ou seja, os resultados dessa pesquisa argumentam que se um homem e uma mulher morrem por causas suspeitas ou acidentais (não naturais), é mais provável que se abra uma investigação para determinar a morte do homem do que da mulher. O problema não é apenas que menos pessoas decidem abrir uma investigação quando sua parente mulher morre por causas não naturais. É que até quando as e os parentes têm dúvidas e querem abrir uma investigação sobre a causa da morte da mulher, a patologia (profissão dominada por homens durante os 800 anos da sua existência) demonstra uma tendência a declarar a morte como “morte natural” se o cadáver é de uma mulher.

Vamos parar para pensar que aqui o assunto é esclarecido. Um cadáver não pode desempenhar nenhum papel nem estereótipo de feminilidade ou masculinidade. Ou seja, um cadáver não tem gênero. É simplesmente um corpo sexuado morto, e esse corpo sexuado está aberto a ser discriminado por causa do que apresenta como corpo, não por causa do que as ideias de gênero pudessem representar quando tinha vida.

Se os nossos argumentos são tão contundentes, por que será que suas antíteses estão calando tanto? Eu não vou responder. Vocês que se perguntem quem ou o que se beneficia de misturar e confundir todo esse assunto.

Já encontrou a resposta?

Um movimento emancipatório não pode ser sustentável se não entendemos por que lutamos nem contra o que lutamos. Não iremos desmantelar o patriarcado se não entendemos como surge, com que propósito surge nem como se perpetua e o cerna da questão atual é, precisamente, essa distinção entre sexo e gênero.

Invisibilizar o sexo e universalizar o gênero pode parecer uma questão meramente semântica, mas é instrumental para manter o feminismo andando em círculos e que as mulheres e meninas nunca alcancemos a nossa libertação. Esse é um pronunciamento bastante contundente, então me deixem repetir: este emaranhamento que confunde o sexo com o gênero não é nenhuma coincidência. É uma confusão fomentada intencionalmente para que as mulheres e meninas não alcancem a sua libertação do jugo patriarcal jamais. Enquanto nos preocupamos que, ao tomar como centro as nossas vidas e interesses estamos sendo egoístas, estridentes e antipáticas, o patriarcado aproveita essas insegurança para nos despejar do nosso próprio movimento.

Invisibilizar o sexo e universalizar o gênero pode parecer uma questão meramente semântica, mas é instrumental para manter o feminismo andando em círculos e que as mulheres e meninas nunca alcancemos a nossa libertação.

O fato de que o gênero, o mecanismo através do qual se legitima a subordinação das mulheres e crianças, seja reinterpretado no melhor dos casos como neutro, e no pior como algo libertador, representa um retumbante sucesso patriarcal e um indicador da gravidade do problema no qual as feministas interessadas na emancipação coletiva de mulheres e meninas nos encontramos.

Vai levar muito tempo para que mais e mais gente compreenda essas dinâmicas, já que a engrenagem é profunda, multifacetada e deliberada. Mas que leve muito tempo não quer dizer que haja tempo para perder. Desvendar esse enredo é o trabalho de todas, ninguém se salva. Companheira, se você se preocupa com esse movimento, o momento de reflexões intensas dentro da sua cabeça acabou. Reflita, sim. Mas comece hoje a ponderar com outras companheiras e com os aliados também, garanto que elas e eles também têm refletido.

É hora de formular todas as perguntas difíceis em voz alta.


Raquel Rosario Sánchez é escritora dominicana. Especialista em Estudos da Mulher, Gênero e Sexualidade. Arde pelo desmantelamento do patriarcado em sua totalidade, mas muito especialmente, ansiosa para ver o fim da violência contra meninas e mulheres. Todas as violências.


Aplauda! Clique em quantos aplausos (de 1 a 50) você acha que ele merece e deixe seu comentário!

Quer mais? Segue a gente:

QG Feminista

Feminismo em Revista

Winnie Lo

Written by

Winnie Lo

traduzir para sobreviver

QG Feminista

Feminismo em Revista

Welcome to a place where words matter. On Medium, smart voices and original ideas take center stage - with no ads in sight. Watch
Follow all the topics you care about, and we’ll deliver the best stories for you to your homepage and inbox. Explore
Get unlimited access to the best stories on Medium — and support writers while you’re at it. Just $5/month. Upgrade