A Atração na Animação: além de um princípio animado | The Attraction in Animation: more than an animated principle

Publicado em | Published in: Stereo & Immersive Media Proceedings 2015 Autor: 1ª Edição: Edições Universitárias Lusófonas, Setembro. pp. 127–144.

A atração — ou imersão — que exerce uma obra animada é o tema deste artigo, que não considera a questão “imersiva” das projeções IMAX, estereoscópicas (3D) e/ou movimentações espetaculares de câmera ou de equipamentos oculares. O que se observa é a capacidade de “absorver” o público, das histórias representadas em Animação — em especial, os momentos de representação de memória, de sonho ou de fantasia do personagem, como um mergulho, dentro da própria história. Apesar das projeções estereoscópicas propiciarem indubitavelmente a imersão do público, deve-se observar que a própria questão da captação dessas imagens pelo olho humano é composta não somente pelo processo ocular, mas também por questões de reconhecimento, empatia, identifcação e participação. As questões mencionadas serão analisadas levando-se em consideração o conceito de atração de Tom Gunning, da suspensão da descrença, de Jacques Aumout, da ilusão da imagem, de Ernst Gombrich, da percepção, de Rudolf Arnheim e de Henri Bergson, do imaginário no cinema, de Edgar Morin e os Princípios Fundamentais de Animação, desenvolvidos por Walt Disney. 
Palavras-chave: Atração cinematográfca, Atração animada, Imagem em movimento, Imagem Animada, Cinema de Animação, Imersão, Imagem.

The attraction — or immersion — which has a animated work, is the subject discussed in this article, taking into account not the issue “immersive” of the IMAX projections, stereoscopic (3D) and / or spectacular camera movements — for instance, as Avatar (Cameron, 2009) — or eye equipment. But the ability to “absorb” the audience, to attract their attention, of stories represented by Animation film — especially the moments of memory representation, dream, or character of fantasy, as a diving, as a immersion within the story. The mentioned issues will be analyzed taking into consideration the attraction’s concept of Tom Gunning, but observing the suspension of disbelief studies, by Jacques Aumout, the illusion of the image, by Ernst Gombrich, the perception, by Rudolf Anrheim and Henri Bergson, the imagenary in film, Edgar Morin and Animation Principles, developed by Walt Disney, especially the staging and the appeal. Despite the stereoscopic projections are undoubtedly a technology that provides the audience’s immersion in the narratives that they present, one can not be ignored that even the physical question that arises, capture of these images by the human eye — that is, the viewing of images — is made not only by the eye process, but by the understanding of what we see, namely recognition issues, empathy, identification and participation. This text is part of a larger study, a PhD research programs in place at the Faculty of Fine Arts, University of Lisbon, where it will be analyzed as it processes the Imaginary Representation in the Animation Film. But in fact this is a process that began during the Masters, held at the Federal University of Rio de Janeiro in 2011, whose title was Interference Aesthetics, the stop motion technique in animation narrative, which analyzed how the materiality interferes with the understanding of the story. 
Keywords: Cinematographic Attraction, Animated Feature, Moving Image, Animated Film, Animated Film, Immersion, Image.