Como sobreviver ao Dia dos Namorados solteiro

Como sobreviver ao Dia dos Namorados solteiro

Oi oi menines! Como vocês estão?

Bom, acredito que os solteiros, como eu, metade está comendo brigadeiro e vendo/lendo algo do Nicholas Sparks, e os demais, se recuperando da ressaca da noite de sábado, isso sendo bem generalista, porque sinceramente, depois de 4 anos namorando, estou achando ótimo estar sozinho, e econômico.

“Ai jura, ele fala isso porque está sozinho!” (segundo minha mãe, encalhado), não, não mesmo. Eu super gostei de todos os meus dias dos namorados, uns mais que outros, e nem todos foram perfeitos. E olha, eu tinha tudo para odiar essa data, o primeiro ano, em que iria comemorar, ele foi esquecido, não por mim, só para vocês terem noção de como eu estava em um “relacionamento legal”, bom, eu tinha 18 anos, com certeza, não esperava ter feito a melhor escolha.

Depois desse primeiro relacionamento, além de péssimo e extremamente abusivo, decidi tirar um ano sabático. Virei ostra. Parei de produzir pérolas. Conheci muitas pessoas, mas nenhuma me satisfazia, porque eu não me satisfazia. Tive então meu primeiro Dia dos Namorados solteiro, depois de namorar, tinha 19 anos, foi transformador, porque quando jovem, eu reclamava da data por não namorar, depois quando tinha motivos para comemorar ela foi esquecida, e por fim, eu estava ali, comigo mesmo, em uma data comercial, sozinho de novo, e sem motivos para achar ruim.

Sim, é uma data puramente comercial, em que todas as lojas, canais de TV, e-mail marketing e até os supermercados te jogam na cara sua solteirice. Uma semana antes, você começa a reparar casais em todos os lugares, até cachorros andando juntos, você imagina que passarão esse querido dia, mais feliz do que você. Sim, os restaurantes ficam cheios, os motéis nem se fala… Mas será que é necessário uma data para demonstrar todo o afeto e o carinho que você sente por alguém?

Depois que fiz um workshop de empatia, há um mês atrás, percebi que não. É preciso se entregar diariamente, ser todos os dias, sentir na mesma frequência que se respira. Tudo bem estar solteiro no Dia dos Namorados, isso não te impossibilita de viver o dia, é um domingo como qualquer outro, dentro de casa, com certeza o príncipe encantado não vai bater na porta, e nem existe possibilidade de ser o carteiro, É DOMINGO!

Não é errado ficar mais sentimental. Eu, acredito que fico também, mas isso não me faz querer namorar agora, porque não é o que eu sinto que devo fazer, ou viver. Não é certo procurar amarras que você não quer amarrar, para cumprir o protocolo de uma data, que você poderia passar melhor sozinho, com seus próprios pensamentos e na companhia de amigos, família, seu pet ou unicórnio (no meu caso). Desprenda para deixar enxergar.

Você não compra sentimentos em uma perfumaria, ou pede para embalar em uma loja de presentes. Eles não chegam via SEDEX, ou são entregues em data e hora marcada. A pessoa ideal não precisa aparecer na semana do dia 12, e você não precisa procurar amor em todas as boas ações de alguém. Na hora certa, ele/ela vai aparecer, sorrir, como quem não quer nada, e vai ficar, e ficando, você vai abrindo, deixando, sentindo, amando e vivendo algo, que pode ou não chegar até o próximo Dia dos Namorados. Afinal, presentes estão caros, e o seu amor, não precisa de uma caixa de bombons para provar que ele existe.

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