O legado de Barack Obama

Faltando poucos meses para o final de seu mandato, o presidente Barack Obama consolida os longevos 8 anos na presidência com a recente reaproximação entre EUA e Cuba. Depois de muitos altos e baixos em seu governo, passando por problemas com o ObamaCare, com a Síria de Bashar Al-Asad em 2012, posteriormente com o ISIS, até momentos memoráveis como a atual reaproximação com Cuba após mais de 5 décadas e o acordo nuclear com o Irã.Como dito por um analista(que no momento me foge o nome), Obama tornou o diálogo com a população americana em uma conversa de adulto para adulto, legado que vem sendo ameaçado em uma possível(ainda que improvável) vitória na corrida eleitoral do magnata falastrão Donald Trump ou do senador Ted Cruz.

Barack Hussein Obama começou a sua jornada na Casa Branca em um dos piores momentos que se poderia imaginar, no período da Crise Imobiliária de 2008, tendo que lidar com uma Europa aprofundada em problemas econômicos. Quando os problemas pareciam diminuir(mesmo que por hora), com uma taxa de desemprego abaixo dos 6%, um golpe duro foi desferido nas pretensões do líder norte americano, em 2014 o congresso e o senado até então governados por democratas passaram para o controle dos republicanos tornando a vida e as decisões de Obama muito complicadas, obrigando-o a olhar para a política externa, seu único caminho para ficar na história.

Com índices de desaprovação que chegaram a 54%, Barack teve papel fundamental e de destaque em projetos para o desarmamento, a legalização do casamento gay, em acordos climáticos e na proposta para planos de reformulação do sistema penal após truculências policiais contra negros em Ferguson e Baltimore.Podemos dizer que Obama foi o presidente conciliador que os EUA precisava, em tempos de turbulência.

O antes e depois. Alguém passou muito nervoso durante a presidência

Se as decisões não agradarão a gregos e troianos, não poderia se esperar nada de diferente, as vezes sua falta de punho possa ter dificultado um pouco as coisas, mas tais atitudes nada mais são do que a personalidade de Obama, um presidente que se fosse possível escolher, não teria decisões muito difíceis a se tomar durante seu mandato, mas se tratando da terra do Tio Sam, esse pensamento não passa de um sonho distante.

No plano econômico, os EUA voltou a se estabilizar com a cara de Janet Yellen na presidência do Fed(Federal Research), e hoje mostra um rendimento satisfatório perto dos índices negativos de 2008/2009. No quesito Estado Islâmico (Daesh), Obama foi e é muito criticado devido a falta de punho que fez com que o ISIS crescesse demais e conquistasse regiões chaves como Palmira(cidade histórica) e Mossul na Síria, chegando a ameaçar até os Curdos, além do fato de muitos analistas culparem Bush e Obama pelo atual cenário de conflitos no Oriente Médio, sendo o primeiro por mandar soldados para o Iraque na fracassada Guerra do Terror, e o último por retirar as tropas de lá deixando um vácuo de poder, que foi usado com maestria pelo EI.

Vencedor do prêmio Nobel da Paz de 2009, Obama será lembrado como o presidente que não se acomodou, tornando-se em um pato manco(termo usado nos EUA para se referir aquele presidente que se acomoda ao final de sua estadia na Casa Branca). Tentou ser relevante como foi Ronald Regan e Bill Clinton ao final de seus respectivos mandatos, conseguindo muitos feitos importantes e entrando para o rol de presidentes que certamente serão lembrados, seja para o bem ou para o mal.

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