chegadas

quero cair numa armadilha
docemente preparada
começar sem saber aonde ir
derrubando paredes a marretadas
sem desculpas ou lugares comuns
britadeira no peito, respiro fundo
quando todo ébrio movimento se calcula
engulo seco
sede e medo
encaro porta que abre e me arrepia
corri, já que sou dos impulsos
e de fomes sem fim

(mais uma confissão:)
quando parto a escrever
sinto que antes preciso viver mais

https://marciogaroni.wordpress.com/2016/07/11/chegadas/