Minha Gambiarra, Minha Vida

Campeonato Inglês enquanto lavo a louça? Gostamos.

No fim do ano passado eu consegui me programar de maneira inédita e finalmente fui capaz de comprar um celular novo sem que eu realmente tivesse a necessidade imediata do aparelho. Eu até contei essa história nesse post aqui, mas o fato é que essa ~conquista pessoal~ fez com que eu tivesse pela primeira vez em mãos um celular novo pro meu uso diário ao mesmo tempo em que tinha um celular meia boca pra poder tirar do papel algumas gambiarras tecnológicas que sempre tive vontade de fazer.

O celular meia boca em questão é o Zenfone 6, um smartphone da Asus com configurações intermediárias (em 2015) e uma tela gigante de 6 polegadas. Comprei este celular meio no impulso pois haviam roubado o meu aparelho anterior. Ao manipular o aparelho na loja, me pareceu uma boa ideia uma tela tão grande, mas confesso que no uso diário ela não era nada prática. De qualquer forma fiquei com ele mais de um ano e só fiz a troca pois apareceu a oportunidade de comprar um aparelho com ótimas configurações por um preço quase irreal (entenda melhor aqui).

Acontece que a tela gigante que tanto atrapalhava no uso diário, se mostrou perfeita para um projeto que eu sempre quis fazer: uma central multimídia na cozinha!

Confesso que CENTRAL MULTIMÍDIA é um nome chique para “uma tela que mostra vídeos e anota a lista de compras”, que são as funções que eu esperava dessa gambiarra.

Fato é que, com a chegada do meu novo celular, era a hora de executar o bendito projeto. Eu queria que o celular ficasse em uma posição de fácil visualização na cozinha, por isso escolhi a parede da pia, que é a mesma parede onde fica o fogão, ou seja: cozinhando ou lavando a louça, eu teria acesso a tela de forma bem simples.

Perto da tomada, afinal de contas já é um celular idoso.

Com o local decidido, era a hora de ver como eu fixaria o celular ali. A minha primeira opção era usar 3 ou 4 daqueles ganchos que a 3M vende para fixar quadros na parede, parecidos com esse da imagem abaixo.

Ia ficar tosco, né?

Fui até a Multi Coisas (que loja maravilhosa pra quem gosta de gambiarra!) e pedi ao vendedor esses ganchos. O santo homem que trabalha nessa loja divina fez o favor de me perguntar para quê eu ia utilizar os ganchos, e quando eu expliquei a ideia toda, ele guardou os ganchos e disse: eu tenho a solução perfeita pra você. E ELE REALMENTE TINHA!

Acertei, miserávi!

Estes velcros, também da 3M, tem capacidade para segurar objetos de até 1kg de uma forma muito mais prática do que a minha ideia inicial. Ao invés de 4 ganchos enfeiando a minha parede, apenas um discreto velcro branco, quase imperceptível. E quando o celular estivesse na parede, o aspecto também seria muito mais limpo. Ah, e os velcros também eram mais baratos que os ganchos. Alguém precisa dar uma medalha pra esse vendedor!

Não vou nem gastar minhas palavras com a instalação dos velcros e do celular na parede pois é tudo de uma simplicidade de dar gosto. A simplicidade do velcro fez com que a gambiarra inclusive ganhasse outras variantes, como um velcro que colei no encosto do banco do passageiro no carro pra que meu filho pudesse ir assistindo Galinha Pintadinha nos nossos passeios sem que eu precise apelar pro DVD. E uma outra gambiarra que está a caminho é o chamado “Chromecast caseiro”. Estou comprando um cabo MHL que vai permitir que eu ligue o celular no HDMI da TV ao mesmo tempo em que deixo ele ligado na energia, para que a TV transmita tudo o que tiver no celular. É ou não é pra glorificar de pé, igreja? O velcro é barato e o “encaixe” é universal, então posso pendurar esse celular em literalmente qualquer lugar da casa. Quer deixar ele na porta do banheiro enquanto você trabalha? Opa. Quer deixar ele na cabeceira da cama? Tamo junto. Lavanderia? É nóis.

Agora falando um pouquinho sobre o software, eu precisei fazer algumas adaptações no celular para que ele pudesse rodar liso tudo o que eu imaginei pra ele. Por exemplo, eu to utilizando a launcher mais leve possível pra fazer com que a navegação seja sempre fluida. E também eliminei todo App que pudesse pesar no processamento. Basicamente eu deixei os apps de redes sociais e todos os apps de streaming que utilizo. Os que eu mais uso são: youtube, Netflix, Globoplay, WatchESPN e o novíssimo Stremio, que chegou arrebentando com seu jeitão de PopCorn Time evoluido. Ainda na parte do Launcher, eu deixei apenas 2 widgets funcionando nele que considero bem úteis pra gambiarra: Google Keep e Agenda. O Keep é onde eu coloco a sempre famigerada lista de compras de casa, então qualquer coisa que eu veja que está faltando na cozinha eu consigo colocar na lista de compras compartilhada em basicamente dois toques. E a agenda é meio auto-explicativo, né?

Eu deixei o launcher mais simples pois meu celular já estava tendo grandes problemas de lentidão e travamento, mas caso alguém vá fazer essa gambiarra em casa e tenha um celular mais potente, existem outros launcher que podem ser bem interessantes. Por exemplo, existem launchers que imitam as funcionalidades do Android TV, com sugestões de apps e vídeos do que assistir na tela inicial e tudo mais.

Essa é a tela inicial dele, com basicamente tudo o que preciso.

Antes de terminar esse texto, eu preciso falar de uma tecnologia que considerava meio besta, mas que agora não consigo viver sem: O Assistente de Voz do Google. Eu nunca disse tanto “Ok Google”, como nesses últimos dias. E eu devo confessar que não achei que as respostas do assistente fossem estar tão precisas como elas estão agora. Coisas como “Toque música X do artista Y no Spotify” funcionam perfeitamente. Isso é uma verdadeira mão na roda quando você está com a mão molhada.

Olha o Google me ensinando a fritar ovo.

Resumindo: to bem feliz com essa minha gambiarra e já tô imaginando que tipo de outras gambiarras eu consigo fazer. O céu é o limite, desde que eu consiga colocar velcro nele.

Se você curtiu essa epópeia, aperta o coraçãozinho pra ajudar a levar essa gambiarra pra mais gente, vai. E meu perfil no twitter é esse aqui, caso você queira me acompanhar.

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