Entrevista: Seu Zé & Guerrero

Ultimamente o Chakra Club vem se destacando no cenário catarinense pela curadoria de seus eventos, porém, outro detalhe que merece destaque é a capacidade em que o club tem ao selecionar seus residentes. Dentro deste time constam nomes consagrados como Schlemper, Push Pull, Diego Gesser, Maylton Tavares, além do Coffee&Milk — projeto formado pelos dois últimos artistas e que ano passado venceu o Rio Me DJ Contest.

Na última semana foi a vez de mais um projeto da região ser convidado para fazer parte deste time: Seu Zé & Guerrero e nosso bate papo é justamente com esse duo.

Como a música eletrônica entrou na vida de cada um e como resolveram virar DJs?
Guerreiro: Meu primeiro contato com a cena da música eletrônica aconteceu em 2011 na primeira festa do Chakra. Desde então meu interesse pela e-music cresceu gradativamente. A vontade de ser DJ só aumentou, até que em 2014 resolvi fazer o curso de discotagem. Nesse momento minha intenção era tocar apenas em churrascos e festinhas particulares de amigos, mas isso tornou-se uma paixão e comecei a ser convidado, principalmente pelo Diego Gesser, a tocar também em bares e festas maiores, quando então decidi mergulhar de vez nessa ideia.

Eu conhecia o Zé há algum tempo, além das festas, morávamos próximos e por termos um gosto musical parecido passamos a tocar juntos em PVTs, a parceria só evoluiu até que nesse ano oficializamos o b2b.

Seu Zé: Conheci o universo da música eletrônica através do Maylton (MIIV ou coffee do duo Coffee&Milk), estudamos juntos na faculdade e passei a frequentar festas com ele. No final de 2010 comecei a me interessar pela discotecagem, inicialmente por hobby, assim como meu parceiro Guerreiro.

A brincadeira foi ficando séria e quando me dei conta já estava tocando nos clubs da região. O projeto Seu Zé & Guerreiro também surgiu de uma brincadeira, mas desta vez, felizmente, as oportunidades apareceram rapidamente e estamos muito contentes.

Quais são suas referências?
Solomun, Fur Coat, &ME , Andhim, Hosh, e os nacionais Fabo, HNQO, L_cio e Ney Faustini são algumas das nossas referências.

Vocês fazem parte da nova geração de artistas locais, como vocês enxergam esta nova safra?
O gosto pela música eletrônica em nossa região está crescendo e cada vez mais novos talentos estão surgindo. Uma prova disso foi o Chakra Contest, o nível dos participantes foi bem alto e nossa região foi muito bem representada.

Residentes do Chakra Club, como foi receber esse convite?
Provavelmente foi a mesma sensação de ser chamado para jogar no time de coração. A realização de um sonho e o sentimento que estamos no caminho certo.

Qual a importância de uma residência para um artista e como vocês enxergam essa responsabilidade?
A residência em um club como o Chakra permite e “força” o crescimento musical do artista, pois se trata de um lugar que prioriza a música de boa qualidade. Sabemos que a responsabilidade é grande e trabalharemos muito para estarmos à altura do club.

Próximo Chakra será a estréia da residência, o que o público pode esperar?
A pesquisa está forte, levaremos novidades. Esperamos que gostem.

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