Precisamos falar sobre o amor

Adiar, não vai adiantar

Divulgação — Pixabay

Aline Marinho

Alguns dizem que o amor é fogo que arde sem se ver. Outros afirmam que ele é tranquilo, com gosto de fruta mordida. Há quem ache, ainda, que ele é a força mais sutil do mundo. Bom, eu acredito que o amor seja indescritível.

Palavras não são capazes de demonstrar, de fato, o que é o amor. Podemos senti-lo das mais variadas formas possíveis, mas descrevê-lo corretamente é um erro corriqueiro que muitas pessoas cometem e que, talvez, prejudique a questão do amar. Não existe uma fórmula matemática que determine quando uma pessoa nutre esse sentimento. Não há uma lei física que demonstre com eficácia as ações e reações do corpo e da alma quando o amor nos toma. Não há fatores biológicos que detecte, de alguma maneira, os sintomas. É simplesmente um misto de sensações e emoções que causam uma série de reações inexplicáveis no interior da gente.

Denominá-lo ou significá-lo traça uma trajetória sobre o que é amar, mas o amor não tem regras, o amor não tem uma equação, é questão de magnetismo, onde polos positivos e negativos são capazes de se juntar. O amor pode vir das coisas simples, das trocas do dia a dia, do olhar, do tocar, do sentir, do enxergar. Vocês já experimentaram enxergar alguém? Não digo enxergar apenas com os olhos, como quase todo mundo enxergar, mas com o coração. Observar uma pessoa e ver seus gestos, seus jeitos, suas expressões, o formato do sorriso e o brilho dos olhos nos preenchem com tanto prazer que nos atinge como um raio que transporta uma grande carga elétrica por todos os nossos sistemas.

Cada um tem sua forma de amar, de sentir, de demonstrar e isso não significa, obrigatoriamente, que alguns possuem mais sentimento que outros. Regrar o amor o torna superficial, banal e irracional. Ele deixa de ser fonte de inspiração e se torna obrigação.

Se eu tivesse o poder de defini-lo, o descreveria como uma flor de lótus: venerado, renascido, puro, bonito e que resiste a momentos turvos e sujos que a vida proporciona. O amor existe no mundo, sem se importar com aquilo que o rodeia. Ele não é simples, mas sua complexidade é louvável. Descobri-lo é questão de tempo, senti-lo é inevitável, negá-lo é destrutivo, e não tê-lo é lamentável. Parafraseando o grandíssimo Fernando Pessoa: ame como ama o amor, pois não conheço outra razão para amar senão o amor.

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