[Parte 6] Saiba os desafios do Recruta Arpex e confira dicas dos participantes

Conheça como foi o processo do Gabriel Paiva, um dos últimos aprovados do Recruta, e descubra como ele conquistou seu espaço no time.

A história desta semana traz um dos personagens que mais recentemente conquistaram seu nome no rol de Recrutas. Gabriel Paiva, 20 anos, foi aprovado na edição Recruta Arpex 2016.2. Aluno de Administração na USP, ele hoje atua na área de Pricing da Stone, em São Paulo.

Veja como foi a trajetória dele no processo, os desafios que ele superou e as dicas que ele dá para você também se conhecer e se superar a cada etapa e construir uma experiência vencedora. Confere o que ele nos contou:

Por quê você participou do processo?

Basicamente eu vi, pela primeira vez, um anúncio no site da Fundação Estudar e aí eu achei interessante porque parecia uma coisa um pouco diferente. Não tinha tantas informações, mas tinha uma pegada de desafios. E aí na hora em que entrei para ver o primeiro conteúdo, eu já tive de cara a impressão de que era um processo seletivo diferente e um pouco mais desafiador do que outros processos. Apesar de eu não saber para o que exatamente eu estava prestando, o que era a Arpex, o que era a Stone, etc, eu já senti que estava me desafiando, o que eu achei legal.

O que você achou mais legal no processo?

O que eu achei mais interessante acho que foi o momento em que eles pediram para ler o livro do Jack Welch. Ali foi o momento em que eu realmente entendi ‘Putz, esse de longe não é um processo seletivo convencional.’ E, dali para a frente, eu meio que esperava que eles podiam pedir qualquer coisa, sabe? Pedir para ler um livro de 300 páginas em um processo seletivo, às vezes a pessoa está prestando vários processos seletivos, é bastante desafiador. Claramente eles não estavam interessados em alguém que estivesse prestando cinquenta e cinco processos seletivos diferentes. Eles queriam alguém que tivesse algum perfil específico, e eu achei esse momento o momento mais interessante.

O que você achou mais difícil e desafiador?

A parte das entrevistas individuais, principalmente o que foi o segundo dia de entrevistas para mim. Acho que foi a parte que eu senti mais desafiadora porque é uma entrevista muito em profundidade, que a gente não está acostumado a ver em qualquer tipo de processo seletivo. Eles acabam pegando em pontos muito profundos, muito pessoais, que, às vezes, você não está pronto para responder; não porque você não quer responder, mas talvez porque você não saiba a resposta. Então, não é difícil só porque eu tenho que me esforçar, você tem que se esforçar tanto porque, às vezes, você não tem ideia do que responder de verdade, sabe? Eu acho que talvez esse tenha sido o momento mais desafiador.

O que você descobriu sobre você?

Eu descobri que eu sou uma pessoa que gostar de executar, que gosta de ver resultado. (…) Eu cheguei com uma cabeça de prestar consultoria, eu cheguei a prestar algumas outras consultorias e, de empresa tradicional, eu estava prestando só a Arpex, o resto era tudo consultoria. E aí, conforme eu fui entendendo um pouco mais como funcionava, eu vi, por exemplo ‘Putz, é meio frustrante você chegar lá, trabalhar em um processo super legal e desenvolver várias ideias, mas, na hora de ver se está dando resultado ou não, você não vai ver, porque você fez aquilo para uma outra empresa. Talvez em uma empresa tradicional você tenha essa perspectiva.’ E [descobri] a questão de ambiente de trabalho também. Eu percebi que eu queria ter um desafio de estar em algum lugar em que eu pudesse estruturar mais coisas e tivesse mais despreparado, para eu poder me adaptar aos poucos, do que se eu tivesse muitos processos e muitos padrões, sabe?

O que o processo mudou em você?

Sim, eu acho que a principal coisa que mudou foi a questão ‘Se eu quero uma coisa, vai atrás e foca naquela coisa, de forma mais única.’ Porque teve um momento do processo em que eu falei ‘Cara, daqui para a frente, ou eu vou com tudo, ou eu não vou.’ E aí eu escolhi ir com tudo, no sentido de largar algumas outras coisas, mudar algumas prioridades.’ E eu acho que esse espírito de focar muito forte em uma coisa que eu quero muito foi uma coisa que agregou em mim durante o processo. E acho que outra coisa interessante é a questão de ser você mesmo, sabe? Porque eu sempre tive esse princípio, mas às vezes eu sentia que tinha lugares que não valorizam isso e eu achava isso muito ruim porque eu gosto muito de ser eu mesmo. E eu achei muito legal quando eu fui eu mesmo em alguns momentos e isso foi vaorizado, sabe?

Que dica você dá para quem está pensando em prestar esta edição?

Acho que a primeira é isso que eu acabei de falar e é bem clichê: seja você mesmo e mergulha de cabeça. Se você realmente tem perfil e se você for atrás, você acaba entrando e aí é gigantesco. Esse parece ser o principal, não vem nada na minha cabeça tão relevante.

Que mensagem final você deixa?

Não desista. Vai, luta e não desista. Porque tem momento que você olha e fala ´Putz, não vai dar, é muito difícil, é muito desafiador, é muita gente’, mas você tem que acreditar em você mesmo e dar o seu máximo.

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