Saiba os desafios do Recruta Arpex e confira dicas dos participantes

Perguntamos a participantes que hoje trabalham com a gente o que é mais interessante e o que é mais difícil no programa.

Quem não busca saber o que é mais legal fazer e o que evitar antes de uma viagem? Ou antes de uma entrevista de emprego? No fundo, todos nós queremos ser de alguma forma orientados e, assim, evitar os tropeços e as quedas que podemos sofrer no meio do caminho. O problema é que não podemos ser preparados para a maioria das coisas da vida, não é? A não ser que você esteja prestando o Recruta Arpex 2017.1 e tenha a sorte de contar com organizadores muito legais, que tenham conversado com participantes passados para trazer para você um compilado do que esperar de bom e de desafiador no processo, bem como dicas para se dar bem.

Se este é o seu caso, descubra nas próximas semanas as características mais marcantes do programa e alguns spoilers das etapas. Use isto para se preparar e ter uma boa performance nesta edição.

O nosso personagem de hoje é o Gabriel Tavares, de 22 anos, que foi semifinalista no último Recruta Arpex 2016.2. Ele é aluno de Engenharia de Produção, na UFRJ, e hoje é estagiário de Business Inteligence da Mundipagg, no Rio de Janeiro. Confere o nosso papo com ele:

Por que você participou do processo?

Eu participei do processo por indicação de um amigo meu. Eu estava muito na dúvida se eu começava a estagiar ou não, e a minha decisão por participar foi muito pelo o que eu vi aqui, sabe? Eu tive a experiência de vir aqui antes, conhecer o pessoal, e pela conversa que eu tive com a galera da empresa eu falei “Cara, acho que eles acreditam nas mesmas coisas que eu.” No fim, era exatamente o que eu estava procurando, um lugar que me desse autonomia, que eu pudesse ter espaço para crescer, para se arriscar. Eu não queria um lugar em que eu fosse extremamente gerenciado, engessado. Eu queria perceber que estou participando das coisas.

O que você achou mais legal no processo?

O que achei mais legal no processo foi me sentir escolhido pelo o que eu acreditava e não por onde eu estudava ou qual era meu currículo. Eu tive que dizer o que eu fazia no meu tempo livre, que tipo de livro eu lia, como era a minha família, etc. Então me senti pessoalmente escolhido, empoderado. Mas, ao mesmo tempo, eu senti que foi um processo que fazia você se conhecer, sabe? Eu achava que os meus limites eram completamente diferentes. O Recruta me fez refletir bastante sobre quem eu era… até onde eu achava que eu aguentaria. Eu senti que até minha confiança deu uma mudada de status.

O que você achou mais difícil e desafiador?

Eu acho que a etapa de ser sabatinado por trezentas pessoas [na verdade, são cerca de 40 líderes em cada sala de entrevista], para mim foi o mais difícil. Porque o que eu percebi, é que eles queriam muito que você tivesse certeza das coisas, que você passasse segurança. E quando você dava uma rateada e eles começavam a cair em cima, você começava a se questionar: “Cara, será que é isso mesmo?”. Não no lado da pressão, mas eu acho que a reflexão que essa etapa em si me causou depois do processo é o que foi um dos maiores crescimentos que eu tive. Eu comecei a repensar toda a minha história de vida. Enfim, acho que isso foi uma p*** contribuição.

O que você descobriu sobre você?

Eu achava que estava em uma situação confortável por tudo o que eu já tinha feito, tudo o que eu já tinha aprendido, principalmente em termos de empresa júnior. Acho que o primeiro foi esse choque de “Cara, você ainda tem muita coisa pra aprender”. Quando entrei na empresa, eu me senti como se eu tivesse entrando de novo na empresa júnior. Eu percebi que minha curva de aprendizado voltou e isso foi, com certeza, graças ao chacoalho que eu tomei no processo. “Cara, você acha que já está bom? O que você já fez?” Acho que a experiência que você tem com outras pessoas também [ao longo do processo]. Você conhece outras pessoas com histórias sensacionais e aí você fala assim: “Caraca, Fulano já fez isso, isso e isso. Será que não vale a pena eu também repensar isso.” Me tirou de uma zona de conforto… eu já estava muito confortável com o que eu tinha e acho que isso me colocou de volta com aquela vontade de estar aprendendo o tempo inteiro.

O que o processo mudou em você?

Hoje eu sou uma pessoa que escuta mais. (…) Você tem contato com pessoas sensacionais de histórias completamente diferentes. Hoje eu tenho ouvido muito mais sobre o que as pessoas tem a contribuir do que estar falando. Eu acho que eu tinha esse problema, eu falava um pouquinho demais, sabe? Acho que eu passei a ter mais sensibilidade a estar ouvindo as pessoas e talvez aprendendo coisas que, antigamente, passavam despercebidas. Eu passei a ser um pouquinho mais detalhista em termos de experiências de vida.

Que dica você dá para quem está pensando em prestar esta edição?

Cara, repensa sua vida toda. (…) Eu diria muito para o cara pensar sobre por que você está se inscrevendo. Quando ele tiver preenchendo aquela ficha ali, não é um simples questionário, ele realmente é selecionado por aquilo, ele vai ser perguntado sobre o que ele respondeu ali. E eu acho que é um momento único de reflexão. Acho que é importante você repensar como é a sua família, como foi seu histórico profissional. Acho que é importante começar a pensar ali sobre o que ele considera importante, no que ele acredita, qual é a posição dele em relação a certos aspectos, até hobby. Às vezes a gente está na faculdade e a gente esquece disso, o que é hobby. Acho que é importante isso. Tirar um dia para voltar a ser criança, jogar um futebol, ir à praia. (…) Essa seria a dica que eu daria, aproveite essa oportunidade como uma chance de repensar como está levando a sua vida.

Que mensagem final você deixa?

Tem uma coisa que para mim foi muito marcante no processo. Algumas pessoas podem discordar de mim, podem não gostar, mas acho que o fato de no Recruta… você sentir como se estivesse apanhando, para mim, foi muito bom. Se o cara quiser receber só carinho e elogio, é melhor ele não vir.

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