O que o Dorama Atelier (Underwear) me fez lembrar sobre blogs

Adoro assistir Doramas. Ora pela cultura do país, história, romances melequentos ou trama envolvente. Confesso que não levava fé em Atelier (Underwear). Não pretendo resenhar sobre. Não é o propósito do artigo.

Atelier se passa no universo empresarial de uma marca de lingerie chamada “Emotion”. Há sutileza e delicadeza características das obras orientais. Atelier permite lições valiosas sobre empreendedorismo, estratégia e posicionamento de marca. Vende sonhos. A ideia de que, cada lingerie é especial e precisa refletir a personalidade e expectativas de quem usa.

O posicionamento da trama firma a existência de um segmento definido (que precisa ser respeitado), e é testado ao longo de toda a temporada. Confirma-se a garra e firmeza de que uma empresa com uma estrada, que detém do coração de várias mulheres ao longo do tempo, não pode simplesmente se permitir deturpar e esvanecer.

Não venda um produto que não acredita. Mesmo que tente, em algum momento poderá sentir que está traindo a si mesmo. Logo, um ciclo interno de ineficácia se instalará. Precisará resgatar-se e voltar ao ponto de partida. É disso que se trata Atelier. De perdas, ganhos, vitórias, derrotas e voltas por cima.

Se não se sente bem vestindo o produto que vende, mostre aos outros como é o produto que gostaria de vestir. Com os blogs é a mesma coisa.

Você precisa realmente escrever aquilo que não te dá tesão?

Comecei a mexer com blogs em 2001 ou 2002 (não lembro ao certo). O mundo mudou, os blogs se transformaram e virei aquela espécie de blogueira oldschool que escreve para pessoas, de coração para coração, como compromisso principal e acima de qualquer coisa. E não ganho dinheiro com blogs. Desculpe decepcioná-lo, leitor. Gosto de escrever boas histórias. Alcançar verdadeiramente aquilo que mora no âmago de cada um.

O texto que escreve precisa ser o que necessita ler. Se abandonou o texto no primeiro parágrafo, significa que não era bom. Só escreva se for oferecer seu melhor.

Mesmo que digam que é antiquado, é necessário determinação. A verdade pessoal é intransferível. Nunca minta para aquele que deita todas as noites no travesseiro e reflete até cair no sono.


Originalmente postado no Editoria Livre.
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