Por que odiamos o Internet Explorer?

HTTP construído usando caracteres tipográficos velhos. Fotografia de Hugo Humberto Plácido da Silva. Notebook em cima da cama. Fotografia de Jay Wennington.

Estou me despindo de (pré)conceitos. Questionando e compreendendo minha crendice comportamental refletida no Design. Percebi que odiar e xingar o Internet Explorer é pura idiossincrasia. Não estávamos mais questionando o navegador oldschool pela deficiência funcional mas por ser divertido. Por que estamos fazendo isso?

É claro que você me daria milhões de motivos (plausíveis) para embasar o argumento mas, a (dis)funcionalidade de algo não justifica nossa postura profissional.

Deveríamos estar preocupados com a comodidade do usuário. Compreender que seus hábitos são espelhos do nosso cuidado, carinho e respeito no desenvolvimento.

Sabemos que projetar para IE é trabalho fastidioso. Mas pense bem:

Se quero navegar pela rota X ao invés de Y e todas servem para chegar ao mesmo objetivo, porquê preciso voltar ao estado inicial? Possuindo ou não o usuário, conhecimento técnico, o projeto precisa ser funcional para todos.

A grande verdade é que nenhum navegador é perfeito. Visite o “Task Manager” do Windows e perceberá que em “Details”, para navegar com por exemplo, oito abas abertas, o Chrome possui em torno de quatorze requisições .exe rodando simultaneamente.

A razão conhecida para múltiplos processos (instâncias) chrome.exe listados é que cada guia é tratada como um processo individual, por razões de segurança. Na prática, isso pode ser inconveniente. Por muitas vezes desisti do navegador por levar muito tempo para abrir. É possível resolver os problemas do Chrome. Mas ao invés disso, posso mudar de navegador. E como sempre, nessas horas, o Firefox era anjo salvador.

Chrome o comedor de RAM...

Sinto uma leveza e rapidez no Firefox superiores ao Chrome. Mas isso não quer dizer que não trave ou fique lento por algumas vezes. Poderia dizer também que que o “Developer Tools” do Chrome é superior ao do Firefox. É claro que o “Firefox Developer Edition” é superior ao F.F. comum mas estamos falando de usuários domésticos, com rotinas que não se enquadram à de uma equipe de desenvolvedores.

Para quem trabalha com E-learning — já falei sobre isso em outro artigo — existem algumas diferenças no Front End. Animações, acessibilidade, contagem de avançar, retroceder e cliques fazem muito mais sentido aqui. Na prática, o E-learning está mais para IE que para Chrome.

Testar os cursos “offline” no Chrome (sem SCORM Cloud no nosso caso) nem sempre funciona pois a própria proteção do navegador impede que os cursos funcionem com cem por cento de aproveitamento. Juro que ainda não compreendi o que faz o Chrome se comportar de tal maneira. Mea culpa. Mas fica o registro do caso por ser interessante.

O problema é de todos nós. Se eu for no “Developer Tools” do IE e mudar o “Document Mode” para IE8, o tema que estou utilizando aqui no Red Potion quebra de forma assustadora.

É assim que testamos cursos. Trocando versões até que possamos enquadrar a estrutura das páginas para IE + SCORM de forma limpa, sem erros, para que todos fiquem felizes.

Não acha um pouco presunçoso dizer a uma pessoa que ela não deve usar qualquer coisa porque não sou capaz de projetar? É como dizem por aí:

“Para tudo na vida tem jeito, menos para morte”.

Essa é uma verdade inquestionável para quem trabalha com Web. Sempre encontramos um jeitinho de fazer algo funcionar. Ignorar o Internet Explorer se tornou uma birra infundada.

Não são os navegadores que criam melhores práticas de desenvolvimento. Somos nós, que quebramos cabeça para aumentar o número de usuários felizes. Deve ser por isso que tomamos bastante café.


Este artigo foi originalmente publicado no Blog Red Potion.
Visite: redpotion.isabellafelix.com.br
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