Cartilha Ambiental: Herbicida
Herbicida significa literalmente assassino de plantas. A palavra tem origem no latim e é a junção de herba (erva) e, caedere (matar, imolar, derrubar). São compostos químicos naturais ou sintéticos amplamente utilizados na agricultura para evitar o desenvolvimento das ervas daninhas, plantas que disputam espaço e nutrientes com aquelas que estão sendo cultivadas.
Eles podem ser subdivididos de várias formas: ação, uso, grupo químico, atividade e grupos de plantas que controla. Os seletivos são aplicados para o controle de uma espécie de planta, sem que afete a outra. Os não-seletivos afetam a todas as ervas daninhas, o mais utilizado é de glifosato. Os de ação pré-emergência atuam no solo, impedindo seu crescimento, os de pós emergência são aplicados na parte verde, preferencialmente nas folhas. Os herbicidas sistêmicos são absorvidos e atuam em todo o corpo, já os de contato atuam apenas no local da aplicação. Os residuais permanecem ativos no solo por mais tempo, alguns por até 360 dias.

Alguns deles funcionam de modo a inibir a formação proteica, sem os aminoácidos nenhum processo bioquímico acontece nas células, impedindo seu desenvolvimento.
Os herbicidas costumavam ser extremamente tóxicos, derivados de arsênio por exemplo e usados em grande quantidade. Entretanto, a evolução tecnológica permitiu o desenvolvimento de compostos mais seguros e que podem ser usados em doses consideravelmente menores.
As vantagens do uso dos herbicidas está na economia de tempo e mão de obra. Entretanto apresenta vários riscos ambientais, entre os quais o desenvolvimento de resistência pelas ervas daninhas e a contaminação de outros seres vivos.
Texto: Victória Severo

