Qual a idade da Terra?

Por Bodie Hodge, em 30 de maio de 2007.

[Fonte: https://answersingenesis.org/age-of-the-earth/how-old-is-the-earth/]

[Notas do Cléber:

  • Eu retirei as notas de rodapé e negritei algumas partes.
  • Eu fiz algumas adaptações leves para o público brasileiro e do site.]

A questão sobre a idade da Terra tem produzido acaloradas discussões na internet, na TV, no rádio, nas salas de aula e em muitas igrejas, colégios cristãos e seminários. Os contendentes são:

  • os proponentes da Terra jovem (idade bíblica da terra e universo de cerca de 6 mil anos)
  • Os proponentes da Terra velha (idade secular da terra de cerca de 4,5 bilhões de anos e um universo de cerca de 14 bilhões de anos)

A diferença é imensa! Vamos ver, rapidamente, de onde esses dois cálculos vieram e qual ponto de vista é mais razoável.

De onde o ponto de vista da Terra jovem veio?

Colocado de forma simples, veio da Bíblia. É claro, a Bíblia não diz explicitamente, em lugar algum, “a Terra tem 6 mil anos de idade”. Ainda bem, pois, se fosse assim, ela estaria errada no ano que vem. Mas não esperamos que um Deus que tudo sabe cometa um erro desses.

Deus nos deu algo melhor. Essencialmente, ele nos deu uma “certidão de nascimento” da Terra. Uma pessoa, por exemplo, pode calcular sua idade a qualquer momento usando sua certidão de nascimento. E com a Terra, funciona de maneira parecida. Gênesis 1 diz que a Terra foi criada no primeiro dia da Criação (Gn 1:1–5). A partir daí podemos começar o cálculo da idade da Terra. [Para quem não entendeu esse parágrafo, eu explico: se você não considera que a Terra foi criada no primeiro dia da Criação, você dá margem a dizer que o planeta, em si, existe há um tempo indeterminado antes disso. Por isso é importante começar do jeito certo: com o planeta Terra sendo criado no primeiro dia da Criação.]

Façamos um cálculo rápido para mostrar como funciona. A idade da Terra pode ser estimada somando os cinco primeiros dias da Criação (da criação da Terra até a criação de Adão), depois, seguindo as genealogias de Adão até Abraão em Gênesis 5 e 11 e, depois, somando o tempo de Abraão até hoje.

Adão foi criado no dia 6, então há 5 dias antes dele. Se somarmos as datas de Adão até Abraão, temos mais ou menos 2 mil anos, usando o Texto Massorético de Gênesis 5 e 11. Seja cristão ou secular, a maioria dos estudiosos concorda que Abraão viveu em cerca de 2.000 a.C. (há 4 mil anos).

Então, o cálculo fica assim:

5 dias
+ ~2.000 anos
+ ~4.000anos

= ~6.000 anos

Até esse ponto, os primeiros cinco dias são quase insignificantes. Poucas pessoas tem feito esse cálculo usando o Texto Massorético e, com cuidadosa atenção aos detalhes bíblicos, todas chegaram ao mesmo resultado de cerca de 6 mil anos, ou 4 mil anos antes de Cristo. Dois dos mais populares, e talvez melhores, são o trabalho recente do Dr. Floyd Jones e o livro, mais antigo, do arcebispo James Ussher (1581–1656). Vide tabela 1.

Tabela 1. Jones e Ussher

NomeIdade calculadaReferência e dataArcebispo James Ussher4004 a.C.The Annals of the World, A.D. 1658Dr. Floyd Nolan Jones4004 a.C.The Chronology of the Old Testament, A.D. 1993

Existe o mito de que somente Ussher e Jones chegaram à data de 4 mil a.C; porém, esse não é, absolutamente, o caso. Jones lista vários cronologistas que levaram a cabo a tarefa de calcular a idade da Terra baseados na Bíblia, e seus cálculos variam de 5.501 a.C a 3.836 a.C. Alguns deles são citados na tabela 2.

Tabela 2. Cálculos dos cronologistas de acordo com Dr. Jones

CronologistaQuando fez o cálculo?Resultado (a.C)1Julius Africanusc. 2405.5012George Syncellusc. 8105.4923John Jackson17525.4264Dr William Halesc. 18305.4115Eusebiusc. 3305.1996Marianus Scotusc. 10704.1927L. Condomanusn/a4.1418Thomas Lydiatc. 16004.1039M. Michael Maestlinusc. 16004.07910J. Ricciolusn/a4.06211Jacob Salianusc. 16004.05312H. Spondanusc. 16004.05113Martin Anstey19134.04214W. Langen/a4.04115E. Reinholtn/a4.02116J. Cappellusc. 16004.00517E. Greswell18304.00418E. Faulstich19864.00119D. Petaviusc. 16273.98320Frank Klassen19753.97521Becken/a3.97422Krentzeimn/a3.97123W. Dolen20033.97124E. Reusnerusn/a3.97025J. Claveriusn/a3.96826C. Longomontanusc. 16003.96627P. Melanchthonc. 15503.96428J. Haynlinusn/a3.96329A. Salmerond. 15853.95830J. Scaligerd. 16093.94931M. Beroaldusc. 15753.92732A. Helwigiusc. 16303.836

Como você deve ter notado, as datas não são, sempre, 4.004 a.C. Há muitas razões pelas quais os cronologistas tem várias datas, mas as duas principais são:

  1. Alguns usaram a Septuaginta ou outra tradução recente ao invés do Texto Massorético. A Septuaginta é uma tradução grega do Antigo Testamento, feita em cerca de 250 a.C. por 70 estudiosos judeus [nota do Cléber: isso é uma grande mentira histórica, mas não é o ponto do artigo falar sobre isso]. Ela é boa em alguns lugares, mas parece ter um certo número de imprecisões. Uma, por exemplo, tem a ver justo com a cronologia do Gênesis, onde a Septuaginta indica que Matusalém viveu além do Dilúvio, mesmo sem estar na Arca!
  2. Muitos pontos da linha do tempo bíblica não são fáceis de ser calculados. Eles requerem estudo cuidadoso de mais de uma passagem. Esses pontos incluem exatamente quanto tempo os israelitas estiveram no Egito e qual a idade de Terá quando Abraão nasceu. (Veja os livros de Jones e Ussher para uma discussão detalhada dessas dificuldades).

Os quatro primeiros da tabela 2 foram calculados a partir da Septuaginta, que dá idades para os primogênitos dos patriarcas muito maiores que o Texto Massorético ou o Pentateuco Samaritano (uma versão do Antigo Testamento dos judeus de Samaria pouco anterior a Cristo). Por causa disso, a Septuaginta acaba adicionando tempo extra. Apesar de o Texto Massorético e o Pentateuco Samaritano serem muito próximos, eles ainda assim tem suas diferenças. Vide tabela 3.

Tabela 3. As idades do nascimento do primogênito segundo a Septuaginta, o Massorético e o Samaritano

NomeMassoréticoSamaritanoSeptuagintaAdão130130230Sete105105205Enos9090190Cainan7070170Mahalaleel6565165Jared16262162Enoque6565165Matusalém18767167Lameque18253188Noé500500500

Usando os dados da tabela 2 (tirando os cálculos da Septuaginta e incluindo Jones e Ussher), a data média da criação da Terra é 4.045 a.C. Isso ainda dá uma média de cerca de 6 mil anos para a idade da Terra.

Cálculos não bíblicos para a idade da Terra

Outras culturas tem mantido registros históricos também. De uma perspectiva bíblica, deveríamos esperar que as datas dadas para a criação da terra se alinhassem mais com a datação bíblica do que com “bilhões de anos”.

Isso é esperado, pois todos descendem de Noé e espalharam-se pela terra a partir da Torre de Babel. Outra coisa a se esperar é que haja algumas discrepâncias sobre a idade da Terra conforme elas se espalharam pelo mundo, levando seus registros não-inspirados ou tradição oral a diferentes partes do globo.

Sob o título “criação”, a Concordância Analítica da Bíblia, de Young, lista a acumulação de datas da criação, feita por William Hale, de muitas culturas e, na maioria dos casos, Hales diz qual autoridade deu a data. Veja a tabela 4.

A pesquisa em “Depois do Dilúvio”, do historiador Bill Cooper, dá datas intrigantes de muitas culturas antigas. A primeira é a dos anglo-saxões, cuja história tem 5.200 anos da Criação até Cristo, de acordo com as Crônicas de Laud e Parker. A pesquisa de Cooper também indica que o registro de Nenniu da história antiga ingles tem 5.228 anos da Criação até Cristo. A cronologia irlandesa tem uma data de cerca de 4.000 a.C para a Criação, que é surpreendentemente próxima a Ussher e Jones! Até mesmo os maias tem uma data para o dilúvio de 3.113 a.C.

Esse trabalho meticuloso de muitos historiadores não deve ser ignorado. Suas datações com apenas alguns milhares de anos são um bom apoio para a data bíblica de cerca de 6 mil anos, mas não para “bilhões de anos”.

Tabela 4. Datas da idade da terra de acordo com várias culturas.

CulturaIdade, a.C.Autoridade citada por HalesEspanha, por Alfonso X6984MullerEspanha, por Alfonso X6484StrauchiusÍndia6204GentilÍndia6174Registros árabesBabilônia6158BaillyChina6157BaillyGrécia, por Diogenes Laertius6138PlayfairEgito6081BaillyPérsia5507BaillyIsrael/Judeia, por Josephus5555PlayfairIsrael/Judeia, por Josephus5481JacksonIsrael/Judeia, por Josephus5402HalesIsrael/Judeia, por Josephus4698University historyÍndia5369MegasthenesBabilônia (Talmud)5344Petrus AlliacensVaticano (católicos usando a Septuaginta)5270N/ASamaria4427ScaligerAlemanha, Sacro Império Romano, por Johannes Kepler*3993PlayfairAlemanha, por Lutero*3961N/AIsrael/Judeia, porcomputação3760StrauchiusIsrael/Judeia, por Rabbi Lipman*3616University history

* Lutero, Kepler, Lipman, e a computação Judia provavelmente usaram textos bíblicos para determinar a data.

A origem do ponto de vista da Terra velha

Antes de do século 18, poucos acreditavam na terra velha. A idade de cerca de 6 mil anos para a Terra foi desafiada apenas recentemente, no final desse mesmo século. Esses que opunham-se à cronologia bíblica essencialmente deixaram Deus fora do quadro. Três dos advogados da Terra velha incluem Comte de Buffon, que pensava que a Terra tinha pelo menos 75 mil anos de idade; Pièrre LaPlace, que imaginava um período indefinido mas muito longo de história; e Jean Lamarck, que também propôs longas eras.

Porém, a ideia de milhões de anos realmente deixou sua impressão em homens da geologia como Abraham Werner, James Hutton, William Smith, Georges Cuvier e Charles Lyell, que usaram suas interpretações de geologia como o padrão, ao invés da Bíblia. Werner estimou que a idade da Terra era de cerca de um milhão de anos. Smith e Cuvier acreditavam que “eras não contadas” eram necessárias para criar as camadas de rocha. Hutton disse que não conseguia ver evidência geológica para um início da Terra e, construíndo sobre a base de Hutton, Lyell advogava “milhões de anos”.

Desses homens e outros veio o consenso de que as camadas geológicas foram depositadas lentamente por longos períodos de tempo baseado na mesma taxa que os vemos acumular hoje. Hutton disse:

A história passada de nosso globo deve ser explicada pelo que vemos acontecer hoje…. Nenhum poder deve ser empregado que não seja natural ao globo, nenhuma ação deve ser admitida exceto aquela da qual nós conhecemos o princípio.

Esse ponto de vista é chamado “uniformitarianismo naturalístico”, e exclui qualquer catástrofe maior como o Dilúvio. Apesar de que alguns, como Cuvier e Smith, acreditavam em catástrofes múltiplas separadas por longos períodos de tempo, o conceito uniformitariano tornou-se o dogma dominante na geologia.

God's Word is Truth

Pensando biblicamente, podemos ver que o Dilúvio global em Gênesis 6 a 8 eliminaria o conceito de “milhões de anos”, pois essa inundação explicaria quantidades massivas de camadas de fósseis. A maioria dos cristãos falha em perceber que um dilúvio global poderia retirar muitas das camadas de rocha e redepositá-las em outro lugar, destruindo os conteúdos frágeis anteriores. Isso destruiria a evidência de “milhões de anos” de qualquer maneira. Assim, as camadas de rocha podem, teoricamente, ser evidência de “milhões de anos” ou de uma enchente global, mas não ambos. Infelizmente, por volta de 1840, mesmo a maioria da Igreja aceitou os clamores dogmáticos dos geólogos seculares e rejeitou o Dilúvio global e a idade bíblica da Terra.

Depois de Lyell, em 1899, Lord Kelvin (William Thomson) calculou a idade da Terra baseado na taxa de resfriamento de uma esfera derretida, a um máximo de cerca de 20 a 40 milhões de anos (isso foi revisado de seus cálculos mais antigos de 100 milhões de anos em 1862. Com o desenvolvimento da datação radiométrica no começo do século 20, a idade da Terra expandiu radicalmente. Em 1913, o livro de Arthur Holmes, A Idade da Terra, disse que seria 1,6 bilhão de anos. Desde então, a suposta idade da Terra expandiu até sua estimativa presente de cerca de 4,5 bilhões de anos (e cerca de 14 bilhões de anos para o universo).

Tabela 5. Resumo das idades dadas pelos defensores da Terra velha

Quem?Idade da TerraQuando foi isso?Comte de Buffon78 mil1779Abraham Werner1 milhão1786James HuttonTalvez eterna, longas eras1795Pièrre LaPlaceLongas era1796Jean LamarckLongas eras1809William SmithLongas eras1835Georges CuvierLongas eras1812Charles LyellMilhões1830–1833Lord Kelvin20–100 milhões1862–1899Arthur Holmes1.6 bilhões1913Clair Patterson4.5 bilhões1956

Mas há evidência científica crescente de que os métodos de datação radiométricos são completamente desprovidos de confiabilidade.Cristãos que sentem-se compelidos a aceitar os “milhões de anos” como fato e tentam encaixar isso na Bíblia precisam saber destas evidências. Isso confirma que a história da Bíblia nos dá a verdadeira idade da Criação.

Hoje, geólogos seculares aceitam alguns eventos catastróficos nos seus pensamentos como explicação para o que vêem nas rochas. Mas o pensamento uniformitariano ainda é amplamente aceito e geólogos seculares parecem nunca considerar seriamente a ideia de uma enchente global e catastrófica nos dias de Noé.

O debate sobre a idade da Terra termina nessa questão fundamental: estamos confiando nas ideias e conceitos imperfeitos e falhos do homem sobre o passado? Ou estamos confiando no testemunho perfeitamente preciso, dado por Deus, do passado, incluindo a criação do mundo, o Dilúvio e a idade da Terra?

Outros métodos uniformitarianos de datação da idade da Terra

A datação radiométrica foi o fator culminante que levou à crença nos bilhões de anos de história da Terra. Porém, métodos de datação radiométricos não são o único método uniformitariano. Qualquer modelo radiométrico ou outro método uniformitariano pode ter e tem problemas, como dito antes. Todos os métodos de datação uniformitarianos requerem pressupostos para extrapolar processos dos dias atuais até o passado. O pressupostos relacionados à datação radiométrica podem ser vistos nessas questões:

  • Quantidades iniciais?
  • Foi alguma quantidade pai adicionada?
  • Foi alguma quantidade filha adicionada?
  • Foi alguma quantidade pai removida?
  • Foi alguma quantidade filha removida?
  • A taxa de decaimento mudou?

Se os pressupostso são realmente precisos, então as datas uniformitarnas devem concordar com os datamentos radiométricos para o mesmo evento. Entretanto, as datas radiométricas às vezes discordam umas com as outras e com datas obtidas de outros métodos uniformitarianos para a idade da Terra, tais como a quatidade de sais no oceano, a taxa de decaimento do campo magnético da Terra e a taxa de crescimento da população humana.

O Dr. Henry Morris compilou uma lista de 68 estimativas uniformitarianas para a idade da Terra, de fontes cristãs e seculares. A idade aceita hoje da Terra é de cerca de 4,54 bilhões de anos baseadas em datação radiométrica de um grupo de meteoritos, então mantenha isso em mente ao ver a tabela 6.

Tabela 6. Estimativas não-radiométricas uniformitarianas para a idade da Terra compiladas por Morris

0–10.000 anos>10.000–100.000 anos>100.000–1 milhão de anos>1 milhão — 500 milhões de anos>500 milhões — 4 bilhões de anos>4 bilhões — 5 bilhões de anosNumber Número de métodos uniformitarianos*2310112300

* Quando uma faixa de idades é dada, a idade máxima é usada para ser generosa com os evolucionistas. Em um caso, a data era incerta e não foi usada nesta compilação. Assim, o número total de estimativas é 67. Algumas na lista referenciam Saturno, o sol, etc., mas considerando que, biblicamente, a Terra é mais velha do que eles, datas relacionadas a eles foram usadas.

Como você pode ver na tabela 6, as idades da Terra máximas uniformitarianas obtidas de outros métodos não chegam nem perto dos 4,5 bilhões de anos estimados por datação radiométrica; dos outros métodos, apenas dois calcularam datas tão grandes quanto 500 milhões de anos.

Os resultaods de alguns métodos de datação radiométrica desafiam completamente aqueles de outros métodos radiométricos. Um exemplo é o carbono-14 (14C). Enquanto um organismo vive, ele pega 14C e 12C da atmosfera; porém, quando morre, a entrada de carbono para. Como o 14C é radiativo (decai em 14N), a quantidade de 14C em um organismo morto fica menor com o passar do tempo. Datações de carbono-14 são determinadas pela razão medida de carbono-14 e carbono-12 normal (14C/12C). Usado em amostras que um dia estiveram vivas, como madeira ou ossos, essa razão é comparada com a razão de coisas vivas hoje.

Mas o carbono-14 tem uma meia-vida de 5.730 anos [meia-vida: em quanto tempo um quilo de carbono-14 torna-se, por decaimento, meio quilo de carbono-14, por exemplo], então em material orgânico com supostos 100.000 anos, todo o carbono-14 deveria ter decaído em nitrogênio. Algumas coisas, como madeira presa em fluxos de lava, ditas terem milhões de anos de idade por métodos de datação radiométrica, ainda tem carbono-14 nelas. Se esses itens tinham mesmo milhões de anos, então não deveriam ter nenhum traço de 14C. Carvão e diamantes, que são encontrados dentro de camadas de rocha supostamente com milhões de anos de idade, tem mostrado ter, por datação de carbono-14, idades de dezenas de milhares de anos. Então, qual data é a correta? Os diamantes e o carvão não podem ter milhões de anos se ainda contém 14C. Isso nos mostra que esses métodos de datação não são confiáveis e indica que os pressupostos dos métodos estão errados.

Tipos de problemas similares são vistos no caso da datação de potássio-argônio, que tem sido considerado o método mais confiável. Dr. Andrew Snelling, geólogo, aponta muitos problemas com potássio-argônio, como visto na tabela 7.

Esses e outros exemplos levantam uma pergunta crítica: se a datação radiométria não consegue dar uma data precisa em algo que sabemos a idade verdadeira, então como podemos confiar que nos dê a idade correta de rochas que não fazemos ideia de quando são? Se os métodos não funcionam em rochas de idade conhecida, não faz sentido imaginar que funcionarão em rochas de idade desconhecida. É mais razoável confiar na Palavra do Deus que criou o mundo, sabe sua história perfeitamente e revelou informação suficiente na Bíblia para que conheçamos a história e idade da Criação.

Tabela 7. Datações de potássio-argôni

Erupção vulcânicaQuando a rocha foi formadaDatação por (K-Ar)Mt. Etna basalt, Sicily122 a.C.170,000–330,000 anosMt. Etna basalt, Sicily1972210,000–490,000 anosMonte St. Helens, Washington1986Até 2.8 milhões de anosHualalai basalt, Hawaii1800–18011.32–1.76 milhões de anosMt. Ngauruhoe, Nova Zelândia1954Até 3.5 milhões de anosKilauea Iki basalt, Hawaii19591.7–15.3 milhões de anos

Conclusão

Quando começamos nosso raciocínio com a Palavra de Deus, nós vemos que o planeta tem cerca de 6 mil anos de idade. Quando confiamos nos métodos de datação demosntravelmente falhos do homem, temos uma faixa confusa de idades que vão desde poucos milhares de anos até bilhões de anos, embora a maioria deles não dêem datas sequer próximas de “bilhões”.

Culturas ao redor do mundo dão uma idade à Terra que confirma o que a Bíblia ensina. Datações radiométricas, entretanto, tem sido mostradas como errôneas.

A idade da Terra torna-se, no fim das contas, uma questão de confiança: é uma questão de cosmovisão. Você vai confiar no que o Deus que tudo sabe diz sobre o assunto ou vai confiar nos pressupostos e imaginações do homem falho sobre o passado, que estão frequentemente mudando?

Assim diz o SENHOR: O céu é o meu trono, e a terra o escabelo dos meus pés; que casa me edificaríeis vós? E qual seria o lugar do meu descanso? Porque a minha mão fez todas estas coisas, e assim todas elas foram feitas, diz o Senhor; mas para esse olharei, para o pobre e abatido de espírito, e que treme da minha palavra.
Isaías 66:1–2