Ele via

Veja só como você vê essa situação. Eu vejo que você está certa, vide como tudo aconteceu, vide como as coisas acabaram bem, por sinal. E por fim, dando início, vimos algo em comum: O amor.

Eles viram o quão sofrido era esse tal de amor e findaram crendo nele. Se eles vissem o que realmente era importante, resistiriam e permaneceriam por esse sentimento que não era apenas uma emoção: Era uma escolha. Logo veriam que permaneceriam juntos enquanto o lado bom fosse maior do que o ruim.

Todos vêem argumentos válidos provando o contrário, e contra fatos não há argumentos. Eles só viam o amor. Alguém um dia viu algo de bom naquilo e de certo soube: Enquanto ambos tivessem um ao outro, certamente conseguiriam ver e sobrepujar qualquer obstáculo: por mais escuro que fosse, por mais que não seja possível ver sem luz.

Essa luz que era vista emanava e cegava, confundia.

O amor não era cego, ele via.

O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece, não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal, não compactua a injustiça, mas está com a verdade. Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

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