Adoção: a comunidade dos que nada têm em comum?

Resumo


Este trabalho foi apresentado no II Congresso Internacional Interdisciplinar em Sociais e Humanidades. Com base em levantamento bibliográfico, realizamos uma análise da prática social da adoção e das definições do conceito de comunidade, cogitando uma inter-relação entre eles.

Entendemos que a adoção reveste-se de características especiais para um estudo sobre a constituição subjetiva e do sentimento de pertencimento, o que também encontra no tema comunidade um locus privilegiado.

A partir da perspectiva de que o adotado realiza um deslocamento entre a família de origem e a substituta, constatamos a existência de uma iluminação recíproca entre adoção e comunidade.

Nessa análise, ao destacarmos autores das ciências sociais e da filosofia, explicitamos o potencial interdisciplinar do tema.

Verificamos, por fim, que a própria noção de comum, ao ser levada ao seu limite, reveste-se de uma equivocidade rica de sentidos. Dessa forma, concluímos que a comunidade pode ser entendida como o agenciamento daqueles que não partilham uma identidade comum e, assim, a relação entre adotado, família natural e substituta pode ser lida em nova chave.

Trabalho completo:

http://www.2coninter.com.br/trabalhos?gt=gt15-estudos-de-familia-e-geracoes