327.


“Acho que,
infelizmente,
tu ‘inda não sabe,
ou vai, não percebe,
a força emanente,
o poder comprimido,
desses teus olhos,
verde âmbar,
que perfuram as 152 camadas,
e as 240 portas,
do quarto onde eu escondi,
tudo que era teu,
e vai ver que eu,
me escondi.
E o teu magnetismo,
fez me respirar,
emergir,
a(s)cender,
em um suspiro só.
Parece que eu mergulhei,
e tu me salvou,
pra me soltar de novo.
Não por maldade,
por circunstância,
isso também dói,
e não é pouco,
mas eu ,
opto pelo,
zelo por ti,
ilimitado e irrestrito.
Porque se eu não fizer,
eu morro,
é da minha natureza,
amar a ti,
amar sem fim,
mesmo sem fôlego,
continuo.
Juro que tento,
o exercício da desistência,
mas continuo,
ancorado,
ao que você é,
ao que você foi,
meu amor de sol,
e praia, raia,
já virou nome seu,
no que eu escrevo,
reitero,
quase sempre,
e mais uma vez,
eu tremo, acelero,
tento não sair do lugar,
tento não atropelar,
e me lançar a voo,
decolar sabendo,
que posso aterrissar,
em ti.

Pra refazer casa,
em ti,
em nós. Fogo, água e ar,
em nós.

Nós.”

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