337.


“Não sou o que rasga,
tampouco o que perfura,
meu sopro não arranha,
não mordo coisa alguma,
não faço força e tento,
não imagino Atlas,
suportando o tormento,
do milhão de partes,
feito quebra-cabeça,
de uma viagem turva.

Não feita.

Desminto, as verdades,
assumo a conta e os juros,
amor nunca foi pago,
mas vai que num sussurro,
as velas se apaguem,
e o breu se instale cheio,
nos corpos enfermos,
sai até beleza disso,
a reconstrução do é não é,
sempre foi o preferido,
tema de cinema, 
e das reclamações,
hasteava em praça cinza,
as cores nos portões.
A rua sempre alta,
ansiedade grita.

Na tua porta nunca.

Não faço coisa alguma.

Na tua porta nunca,
chego de uma só vez.

A parede que não consta,
virou muro e cresceu.

Não dá pra martelar o que já se — .”

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