Vender pelo Facebook:

um novo modelo de negócio


Que as redes sociais são ferramentas indispensáveis para a promoção de qualquer empresa, isso já não é mais uma novidade. E que elas servem para manter uma relação com o consumidor também não. A novidade é que a rede social Facebook, por exemplo, vem deixando de ser apenas uma ferramenta de contato para ser uma plataforma de negociação de produtos e serviços fornecidos por microempreendedores que tem a internet como seu ponto de vendas. É o social commerce.

e-commerce — flickr Maria Helena

Nos últimos anos tem sido notável o surgimento de perfis e páginas no Facebook fazendo mais do que anúncios de seus produtos. A rede social deixa de ser apenas a vitrine e se torna cada vez mais a própria loja, em todas as suas funcionalidades, onde o cliente escolhe o produto e conversa diretamente com o vendedor, tira dúvidas através do chat, combina a forma de pagamento e entrega.

Donas da loja de moda feminina UPSY em Belo Horizonte, as empreendedoras Sandra Costa e Dina Costa resolveram encerrar os negócios na loja física devido aos aluguéis impraticáveis e começaram a focar somente no comércio virtual. “O Facebook é hoje uma ferramenta importante para a UPSY, pois tem um feedback muito bom, digo que até melhor que a nossa loja física tinha”, contou Sandra.

A velha frase “unir o útil ao agradável” define a concepção deste novo modelo de negócio, onde o empreendedor consegue cortar custos elevados de uma loja física, utiliza a plataforma virtual de forma gratuita, mas ao mesmo tempo precisa se empenhar para conquistar a confiança e a fidelidade da clientela, além de proporcionar um tratamento mais íntimo e personalizado.

Segundo Sandra Costa, o social commerce ainda bate de frente com o receio de muitas pessoas, e uma das dicas para o negócio enfrentar a desconfiança do público alvo é utilizar meios de pagamentos com credibilidade consagrada como o PagSeguro e Paypal afim de transmitir a segurança da compra. E não menos importante, investir nas funções sociais da rede é essencial para o empreendimento conquistar novos clientes. “O que realmente traz clientes é o boca a boca, clientes compartilham com amigos a experiência pessoal sobre a loja. Parceria com diversas blogueiras, que são formadoras de opinião, ajuda muito”, enfatizou a empreendedora.

Facebook — flickr English106

Do outro lado da história estão as pessoas que já se sentem confortáveis ao comprar produtos e contratar serviços negociando através da rede social. Roxane Dias, moradora do Rio de Janeiro, é uma das usuárias do grupo no Facebook Super Noivas: descontos e promoções que mais fechou compras com os fornecedores que negociam seus produtos na página. Roxane conta que para driblar o receio de golpes faz pesquisas e conversa bastante com os vendedores. “Procuro conversar sobre outros assuntos com os vendedores, para ver se eles têm família, rotinas… ou seja, se são realmente pessoas reais”, revelou a carioca.

Como em qualquer outro negócio, o boca a boca é a melhor publicidade que um empreendimento pode ter. No social commerce a recomendação de um cliente satisfeito é fundamental para ampliar o alcance da atividade. O consumidor usuário do Facebook compartilha sua opinião para amigos, além da funcionalidade de avaliação da negociação da própria rede social, que pontua publicamente as empresas de 0 a 5 estrelas. Essa funcionalidade é impossível de ser editada pelo vendedor, logo ele não tem como esconder as reclamações — que podem ser respondidas — e exibir somente comentários positivos.

Roxane admite que já prefere comprar com os vendedores no Facebook devido a atenção personalizada e confiança que eles transmitem. “Você vê realmente quem é a pessoa e não apenas a marca, isso me passa muita confiança. E também é possível ver outros compradores, saber opiniões, reclamações e elogios, o que não acontece nos sites”, acrescentou.

De olho nos pequenos negócios, Facebook cria jogo para treinar microempreendedores

Em parceria com o Sebrae, o Facebook lançou no ano passado a plataforma “Empreender com o Facebook”, um jogo com o objetivo de ensinar aos microempreendedores como criar uma página na rede social, a administrar e promover seu negócio.

Facebook — flickr Bhupinder Nayyar

O jogo funciona como uma simulação da administração de uma página de empresa, onde o jogador tem R$200,00 de créditos para anúncios, além de concluir tarefas como criar uma página, desenvolver publicações com conteúdo adequado ao tipo do negócio e criar anúncios com a linguagem correta. O desempenho das tarefas é analisado a partir dos critérios de cada uma e são premiadas com estrelas, que poderão ser convertidas em créditos para serem utilizados em anúncios para a empresa real do jogador.

A plataforma utiliza empresas fictícias dos ramos do varejo e comércio que, segundo dados da pesquisa mais recente do Sebrae, são os segmentos com maiores números de pequenos negócios registrados no Brasil, somando 6,4 milhões de empreendimentos entre as quais estão as micro e pequenas empresas e microempreendedores individuais.

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