Nessa longa estrada da vida, valorize a arte do encontro.

Poderia ser uma frase de camiseta. Ou um dizer de post motivacional postado em algum perfil no estilo #positivevibes no Instagram. Mas a verdade é que um clichê sempre traz uma verdade unânime como essa: valorize a arte do encontro.

Uma frase me chamou a atenção essa semana: “absorva a crítica”. Não no sentido de que ela deva te fazer mal, mas você deve senti-la: uma pessoa que “não liga para críticas” é egóica e orgulhosa — acha que todo mundo que traz um posicionamento não tão positivo a ela está trazendo aquilo por alguma vaidade própria, não porque, efetivamente, esteja querendo ajudar.

Bem, de fato, existem os seres que só vieram ao mundo para reclamar. E, pior, não apresentam uma solução para aquilo. Apenas, estão ali para dizer e apontar que você não é essa Coca-Cola toda. Ou que tal conceito ou ideia é superestimado — isso sem qualquer tipo de esforço em fazer melhor naquele ponto.

Fato é que uma crítica construtiva pode te livrar de uma série de ciladas — quando bem processada. Veja bem, vivemos com várias pessoas todos os dias: desde o trocador do ônibus que você pega para o trabalho até o cara que vende alfajor na rua para ajudar nos gastos da faculdade. Todo mundo está ali por um propósito. E acho que o que provoca alguém chegar e falar que você deveria estar fazendo as coisas direito é porque a pessoa, naquele caso em específico, já deve ter pensado, agido ou se sentido como você. E ela, consciente ou inconscientemente, sabe que é algo que pode gerar algo negativo, seja para você ou toda uma coletividade, lá na frente. Ou que você não está explorando seu potencial, seja por preguiça ou falta de autoconfiança.

Esses dias, eu tive que lidar com críticas no que eu faço. Sem entrar em minúcias, mas eu me senti bem péssima. Isso porque eu sabia e tinha plena consciência de que estava fazendo o meu melhor, mas, ainda assim, não era suficiente. E desabei, chorei por causa disso. Claro que de raiva comigo mesma e por sentir que eu não me encaixava mais naquele lugar e situação específicos.

Sim, você pode se frustrar. A frustração, apesar de doer no momento, serve como uma ponte. Serve para você reavaliar, se você já está dando seu máximo, se aquele seu máximo se encaixa no conceito de outra pessoa do que é o máximo. Reavalie se, efetivamente, o seu máximo é o que os outros precisam e é justo, caso contrário, não deixe de ser o que se é. Acho que o pior preço que podemos pagar nessa vida é o de ser uma fraude consigo mesmo. Não finja ser outra pessoa.

Claro que isso gera consequências. O mundo não está preparado para tamanha autenticidade com a própria essência: costumamos fluir conforme a maré, seguindo uns aos outros porque nosso cérebro está “treinado”, nos dias atuais, a não pensar por si, mas a seguir um frenesi coletivo. O que é #trending é o que vale e, quando você não segue o fluxo, é o diferentão.

De todo modo, experimente como é dormir todo dia pensando que você não deveria estar sendo ou fazendo o que se está: é uma sensação de agonia permanente. E o que vale mais, a sua saúde mental (às vezes, até física) ou só o sentimento de pertencimento forçado? Tente sopesar isso.


Para quem quiser me acompanhar/falar comigo por outros meios:

Facebook — perfil profissional: Santos Paiva

Página Autoral no Facebook: Poucas Palavras Agridoces

Instagram — perfil profissional: @escritospaiva

E-mail: medium.kspaiva@gmail.com

E também tem a minha Newsletter aqui, caso queira inscrever seu e-mail para receber textos exclusivos e notícias minhas semanalmente direto na sua caixa de entrada!

Like what you read? Give S. Paiva a round of applause.

From a quick cheer to a standing ovation, clap to show how much you enjoyed this story.